sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sobre Vasectomia: A Operação

Continuando com minha missão de informar, chegou a ahora de relatar como foi a operação. Depois de tomar a decisão pela vasectomia, pegar os papeis, marcar no SUS, chega a hora da operação. Você é avisado com uma semana de antecedência mais ou menos sobre sua hora, e deve ir com os papeis, com uma cueca mais justa e com um acompanhante para te levar para casa na volta.

E com a área depilada.

COMO É A OPERAÇÃO DE VASECTOMIA:
Aguardei uma hora mais ou menos para ser chamado. Era a única pessoa na fila que iria fazer o procedimento, na ala de pequenas cirurgias do HRAN. Logo sou chamado, me tiram a pressão para ver se está tudo bem e respondo algumas perguntas simples, peso, altura, tipo sanguíneo. Vou esperar mais um pouco e finalmente sou chamado para o procedimento.
Não preciso colocar jaleco verde nem nada, só me levam para a mesa de cirurgia, o hospital é público, mas o equipamento é novinho e tudo parece bem conservado e limpinho lá. Os enfermeiros preparam os equipamentos ao meu redor enquanto eu espero o médico.
Logo chega o meu cirurgião o Doutor Mestrinho. Me atende de uma forma muito calma e simpática, explicando o procedimento. Diz que ou sentir só a picada da anestesia, uma de cada lado, e depois não vou sentir dor, só uns puxõezinhos. Então é hora de eu arriar as calças.
Os enfermeiros colocam aquele pano verde com um buraco quadrado para deixar só o local da cirurgia à mostra. O Doutor Mestrinho começa pela minha esquerda, avisando de cada passo do processo. Me pergunta se eu tenho alguma reação com o iodo, que ele usa liberalmente em toda área, me anestesia (dói a mesma coisa que a vacina da gripe, um nadinha) e depois de esperar um tempinho avisa que vais começara a incisão.
Eu sinto o corte, mas não sinto dor. Então eu começo a sentira as puxadas. Não doí, de novo, mas incomoda um pouco. Eu sou meio fresco mesmo e aviso que ele não se incomode com meus resmungos, que se doer de verdade eu aviso. Ele puxa e repuxa lá dentro com as pinçazinhas e finalmente corta o canal deferente, remove cerca de um centímetro e meio dele, me mostra na ponta da pinça e joga na bandejinha.
Então começa tudo de novo do lado direito. A anestesia, o corte, as puxadas. Só que dessa vez eu sinto uma puxada FORTE, que parece que vai até a coluna. Doí, mas não muito, e logo passa. Provavelmente os canais não ficam no mesmo lugar nos dois lados. Ele corta de novo um centímetro e meio do canal, me mostra (parece aquela aorta do coração de galinha, se querem saber) e dá os pontos com um categute que se dissolve depois de uma semana mais ou menos. Então me enche de gaze onde foram os pontos e eu já posso me levantar e por as calças de novo.
Ele me fala como vai ser a recuperação e me dá um atestado para o trabalho para os dois próximos dias, me receita um anti-inflamatório, e me dá uma requisição para um espermograma para ser feito após 20 relações sexuais, para conferir se já deu certo a operação. Antes disso ainda existe a chance de fertilização. Eu brinco então que vejo ele depois de uma semana.
Mas não, claro. Durante a recuperação (que fica para o próximo post) devo ficar pelo menos uma semana antes de ter relações, e duas semanas antes de fazer esforço físico, ou seja, sem Krav Magá também.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Sobre vasectomia.

Um post de utilidade pública! Tudo o que você queria (ou não) saber sobre vasectomia e não tinha para quem perguntar.

SOBRE A DECISÃO DE FAZER A VASECTOMIA:
Já tem uns dois anos que decidimos fazer uma vasectomia. Depois de duas filhas, achamos que era hora de fechar a fábrica (dois é um número ótimo!) e por várias razões decidimos por uma vasectomia. Mesmo depois de decidirmos ficamos esse tempo todo matutando se deveriamos fazer esse procedimento, afinal é definitivo.Vamos abrir um parenteses para falar de métodos de controle de natalidade: Todos os métodos de controle de natalidade são falhos. Mesmo uma vasectomia tem a chance mínima de uma reversão espontânea e durante as próximas semanas ainda vão existir espermas férteis nos canais. Mas é dos métodos mais eficazes e um dos menos invasivos.
Para escolher seu método anticoncepcional você tem que pesar vários fatores: a frequência das suas relações, quantidade de parceiros, a possibilidade de querer ter filhos mais tarde, quem no casal vai ser responsável pelo método (e a confiança que o parceiro tem no outro). Veja uma excelente comparação da eficácia dos métodos anticoncepcionais nesse artigo no NY Times.
Se você quer ter filhos mais tarde, obviamente deve escolher um método não definitivo. Se não tem um parceiro fixo, ou seu parceiro tem relações com outras pessoas, um método que proteja de STDs, como camisinha deve ser usado. Mesmo assim só camisinha não é um método eficiente o suficiente. Métodos que precisam de ação do usuário, como camisinha, pílula, Nuvaring, e outros costumam falhar por erro do usuário muito mais do que a eficácia teórica dele. Nós mesmos tivemos uma filha apesar de estarmos no DIU (que deveria ser um método sem influência do usuário, mas enfim, os gráficos do artigo mostram que a chance existe).
OK, então escolhemos fazer uma vasectomia, mas não é tão simples! No Brasil, para fazer uma vasectomia é exigido que se tenha mais de 25 anos ou dois filhos, e autorização do cônjuge. Na prática, como o procedimento é irreversível (a reversão é uma cirurgia bem complicada que só dá certo em 50% dos casos) os médicos entedem esse "ou" como um "e" e exigem as duas coisas.
Logo o primeiro passo é ir ao um posto de saúde, ouvir uma palestra (se tiver mais de uma pessoa querendo fazer o procedimento, na prática é um dos métodos menos procurados) e apresentar identidade e certidão de nascimento dos filhos. E para toda cirurgia menor também é pedido um teste de citcatrização e um EAS para ver se não tem nada que impeça o procedimento. após esses passos você tem que esperar dois meses pela cirurgia, que é o tempo para ter certeza de ter tomado a decisão.

Dando uma nova vida para esse blog abandonado

O Professor Alabarda vai passar a ser o lugar para reunir meus pensamentos. Sobre miniaturas de papel e RPG vou continuar postando no Rpgista.com. Mas preciso de um lugar que seja meu para postar todo tipo de coisa, principalmente para deixar essas coisas independentes das redes sociais. As redes sociais andam tóxicas e mesmo nos melhores dias postar nelas é largar os pensamentos em uma maquina de polêmicas fúteis que seram esquecidas depois de 15 minutos.

Então esse vai ser meu novo espaço para minhas opiniões pessoais.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Minis de Papel no Rpgista.com

Todos os que acompanhavam esse blog só por conta das minis de papel, não se preocupem com minha mudança para o Gurps Nation. Vou continuar escrevendo sobre minis de papel em outro endereço também.

Os posts sobre minis de papel se mudaram para o Rpgista.com. Já estão lá meus artigos clássicos O que são minis de papel e Montando minis de papel.

E aguardem material novo e inédito logo, logo!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Gurps Nation reabre as portas!

O Gurps Nation está de cara nova e com muitas novidades!

O novo site do GN está demais. Com um desenho bem mais limpo e chamativo (para os gaúchos, podemos dizer que ele passou de gremista a colorado), dando uma nova ênfase aos artigos e com muitas novidades.

Aponte seu navegador para http://www.gurpsnation.com/ e confira!

Nos novos artigos temos uma continuação da nossa parceria com a Iniciativa GURPS nos artigos com a Resenha do Gurps Spaceships e a Ficha da Enterprise NX-01 para esse sistema.

E mais artigos novos: O meu guia definitivo de pontos de experiência e Como fazer para amaldiçoar os malditos personagens amaldiçoados!

Aguardem mais artigos sobre Gurps do seu professor preferido em breve, no Gurps Nation.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Doe 20$ para o Haiti. Ganhe 1500$ em RPGs

RPGNow, DriveThruRPG e Onebookshelf (são a mesma compania, na verdade) estão doando quase 1500 dólares em produtos de RPG para que doar 20 dólares para o Médicos Sem Fronteiras através de seu site:

http://rpg.drivethrustuff.com/rpg_haiti.php?src=haiti

Como o o site está meio lento processando todas as doações, a lista de produtos até o momento (que pode crescer ainda) está aqui:

http://www.deadlyfredly.com/2010/01/midnight-post-help-haiti-get-1400-free/

Uma lista das coisas que despertaram meu interesse, principalmente coisas não-d20 e miniaturas de papel, com links (para fora do DriveThruRPG, que já está bem estafado processando as doações):

Serenity RPG (ganhador do Origins 2006 e do Ennies 2006)
http://www.margaretweis.com/wp/game-products/serenity/serenity-rpg/

3:16 (nomeado para o Ennies 2009)
http://gregorhutton.com/boxninja/threesixteen/index.html

Spirit of the Season (nomeado para o Ennies 2007)
http://www.evilhat.com/home/sotc/spirit-of-the-season/

Mars: Savage World
http://www.savagebarsoom.com/2009/04/mars-savage-world-edition.html

Dork Covenant
http://www.amazon.com/Dork-Covenant-Tower-Vol/dp/1930964404

Diana: Warrior Princess
http://homepage.ntlworld.com/forgottenfutures/others.htm

Spycraft
http://www.crafty-games.com/product_catalog/classicspycraft

Dungeon Linx: Lair of the Dragon God
Rio Draco
Dragonshire: Interiors
http://fatdragongames.com/fdg0061.html

Dragonshire: Ruins
http://fatdragongames.com/fdg0078.html

WormHole:
http://www.worldworksgames.com/store/index.php?main_page=product_info&cPath=4&products_id=256

O site está sendo bombardeado, então insistam. Tentem não sobrecarregar o site, os downloads vão estar disponíveis um ou dois dias depois da compra. Não baixem tudo de uma vez só, eles vão estar lá para sempre, é de vocês, vocês compraram. Baixem a medida que forem
ler ou imprimir.

A forma de pagar que dá menos problema é Paypal, se não tivar conta nele pode usar o cartão de crédito através do Paypal também.

P.S. Um obrigado ao
Rodrigo Semente do blog Pergaminhos dourados que publicou esse meu email antes mesmo de eu me dar conta que devia publicar no blog também!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Senta a Púa

Finalmente o artigo final sobre aviões de caça da II guerra; na
primeira parte falei da arma dos pilotos brasileiros, o P-47D
Thunderbolt, com estatísticas para Gurps;

Na segunda parte falei dos pilotos que foram combater na Itália, com
um template.
A última parte é especial, é a tradução do sistema de combate de caças
de Pär Skoglund, que faz os combates de aviões se tornarem tão
emocionantes quanto os combates humanos de Gurps, sem aquela tonelada
de estatísticas do Gurps veículos:

Senta a Púa, 3a Parte

Me digam o que acham, e se usarem em jogo, me digam o que deu certo ou
errado, que eu repasso para o criador.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Super Força em GURPS

Mais um artigo da iniciativa Gurps, dessa vez no Gurps Nation: Eu tenho a força!

Tudo sobre Super força em Gurps, desde a primeira edição até hoje, com regras para quarta edição do Gurps Powers e Gurps Supers esmiuçadas para sua melhor compreensão.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Piratas Espaciais: Star Soup!


Este é um post da INICIATIVA GURPS! Estes posts são sempre conjuntos, temáticos e periódicos. Assim, de 15 em 15 dias, você pode conferir a visão de vários autores sobre um mesmo assunto O tema desta edição da INICIATIVA GURPS é PIRATAS!

Piratas Espaciais


Um dos temas mais populares da ficção científica é o de Piratas Espaciais. A emoção de navegar no oceano espacial, com naves de ultratecnologia e armas laser, combatendo alienígenas monstruosos é a contraponto perfeito para personagens carismáticos, sabre numa mão, garrucha atômica na outra e papagaio alienígena no ombro. Claro que tapa-olhos e pernas de pau podem ser substituídos por próteses cibernéticas, mas isso não deixará seu pirata menos ameaçador.

Claro, existem dois tipos de Piratas Espaciais na ficção: Criminosos com uma nave espacial, que não hesitam em ejetar pela escotilha as tripulações indefesas das naves mercantes capturadas e só existem no cenário para serem atomizados pelas naves da Patrulha Estelar, e Ladinos com Coração de Ouro, no melhor estilo Han Solo, que se revoltam contra governos malignos ou corporações desumanas de posse apenas de sua lata velha espacial e muita coragem. Esse segundo tipo é o que vou focar esse artigo.

O próprio temas de piratas espaciais desenvolveu sub-temas próprios, como companheiras alienígenas: Corsair, da Marvel por exemplo tem sua companheira Catgirl e mesmo o Capitão Harlock pode ser visto acompanhado da Etílica Alienígena Mimay, as vezes a bela alienígena É a Pirata Espacial, como a também etílica Ryoko de Tenchi Muyo.

Outro sub-tema irmão é o da Patrulha Espacial, normalmente criada para combater o primeiro tipo de piratas, sempre vai se envolver, na maior parte das vezes como antagonistas, com o segundo tipo. Por exemplo, as oficiais da Polícia Espacial Kiyone e Mihoshi são as contrapartes da patrulha para a Pirata Espacial Ryoko em Tenchi Muyo, a Capitã Amelia de Planeta do Tesouro, da Disney pode não ser nominalmente da Patrulha mas é a representante da lei contra os piratas dessa versão de A Ilha do Tesouro.


Star Soup

É uma mini campanha em estilo Anime-Space-Opera focada num grupo de fugitivos de um império galáctico inescrupulosos. Com todos os temas clássicos desse cruzamento de gêneros: O capitão, o Jovem Heroi, a Princesa Alienígena, o Vilão Honrado, o Vilão Bishonen irredimível, Catgirls, Impérios Malignos, Inimigos com motivações realistas, combates espaciais, espadas ultra tecnológicas, uniformes futuristas com calças bocas de sino, romances impossíveis, comédia pastelão.

É também minha primeira experiência com as regras da quarta edição, lá por 2004. Antes da quarta edição portanto. Os personagens foram feitos na terceira, adaptados com o lançamento do Lite e do guia de conversão da quarta e finalmente com os livros oficiais.

A História

No futuro próximo a humanidade começa a explorar o sistema solar, e encontraram a primeira evidência de vida inteligente fora da terra ao examinar Daphnis, uma lua de Saturno oculta na divisão de Keller, em meio aos seus anéis. Uma nave foi mandada para lá e transformada em um posto de pesquisa arqueológica. Logo que a base foi instalada, os arqueólogos saíram para examinar os estranhos monolitos e inscrições, e acabaram ativando um mecanismo ancestral.

Um terremoto e desabamento engoliu a base, e os arqueólogos foram atordoados ao olhar para cima e ver que Saturno e seus anéis que preenchiam a totalidade do céu, desapareceram. Eles não estavam mais no sistema solar e esse era só o começo dos seus problemas, figuras trajadas em trajes espaciais bizarramente decorados, com longas fitas e jubas coloridas surgiram, armados com espadas, e os transportaram para uma nave alienígena.

Enquanto isso na base, que junto com milênios de detrito celeste havia caído dentro de um hangar oculto, e após uma difícil empreitada para pressurizar o hangar e resgatar o pessoal da base de dentro dos módulos avariados, a tripulação se vê dentro de uma arquitetura alienígena muito antiga, e muito impressionante. Daphnis tem 9 kilometros de extensão, boa parte dela percorrida por túneis, passadiços, hangares, maquinário enigmático e estranhos consoles de controle. Logo a tripulação compreende que está dentro de uma gigantesca nave espacial, esquecida há milênios nos anéis de Saturno.

Antes que possam digerir completamente essa revelação são atacados pelos estranhos alienígenas, em trajes de combate que tornam armamentos terrestres praticamente irrelevantes, aramados com espadas capazes de cortar aço como manteiga e armas de raios atordoadores. Graças às ações heróicas dos membros mais insólitos da tripulação os alienígenas foram expulsos, e inclusive um deles capturado, inconsciente, antes dos hiperdrives de Daphnis serem novamente acionados e a gigantesca nave rumar para longe.

Logo a tripulação teve novos contatos mais amigáveis, e descobriram que estavam no centro do Império Zaion, uma civilização escravocrata em que praticamente todo mundo que não fosse um Nobre Zaion era um servo desses. E os Nobres Zaions eram inimigos perigosíssimos, com poderes de teleporte psiônico, e tecnologia para fabricar armaduras cibernéticas, lâminas monofilamento e armas de raios incapacitantes. A própria prisioneira não demorou a tentar usar os seus poderes para escapar, mas graças aos esforços da tripulação foi recapturada e cooptada a ajudar os terráqueos, por seus próprios motivos. Junto com outros descontentes alienígenas, a tripulação de Daphnis tenta recuperar os cientistas capturados, ocultar a localização da Terra do Império Zaion e voltar para casa.

A Tripulação.

Capitão Antares: Ele não está completamente conectado à realidade. Talvez por isso tenha sido exilado numa estação científica completamente imóvel, onde não poderia causar tanto dano quanto no comando de uma espaçonave, infelizmente isso colocou-o no comando da nave de batalha mais poderosa da galáxia. É difícil de compreender o Capitão Antares, alguns de seus oponentes o consideram um gênio militar de guerra assimétrica, alguns de seus aliados o consideram um idiota. Ele tem uma certa aura magnética e a habilidade de inspirar confiança nos seus subordinados. Ao mesmo tempo é completamente incompetente para exercer essa liderança em batalha. Tem a capacidade de se safar das mais variadas situações táticas ou sociais por simplesmente não tomar conhecimento delas. Já escapou de um tiroteio em que sua tripulação lutava contra caçadores de escravos por estar mais interessado em fazer compras em um bazar alienígena. CaptainAntares.pdf CaptainAntares.gcs

Sora: Princesa Zaion Fugitiva, Participava da captura de escravos para a maior glória de seu clã imperial, quando foi capturada pela tripulação da nave. Sendo tratada por seus captores como uma guia da região do espaço ocupada pelo império, resolveu ficar com eles para escapar de um casamento arranjado com seu primo. Foi declarada traidora e fugitiva do Império Zaion, e teve seus feudos (um planeta inteiro) confiscados pelo clã rival. Tem fobia de qualquer situação mais sensual, e pode atacar selvagemente que aproximar-se dela com más intenções ou simplesmente surpreende-la em algum momento mais ... íntimo. Como todo Zaion, pode teleportar-se, mas caso exceda sua capacidade de carga, pode acabar no destino sem nenhum item, incluindo roupas. Sora.pdf Sora.gcs

Keisuke Katsumoto: Colegial Japonês, idolatra a irmã mais velha, embarcou clandestinamente para a estação espacial arqueológica para segui-la. Descoberto foi promovido a grumete e colocado para ajudar na cozinha. Conseguiu ser campeão intercolegial nacional de kendô para impressioná-la. Agora essa sua habilidade quase inútil na terra já salvou a tripulação várias vezes dos ataques Zaions, já que as armas preferidas dos Zaions são espadas de monofilamento e suas armaduras são quase impenetráveis por armas de projéteis. Capturou Sora e tem uma habilidade (e azar) fora do comum em surpreendê-la nua ou em roupas íntimas. KeisukeKatsumoto.pdf KeisukeKatsumoto.gcs

Sarah Kestral: Aparentemente apenas a competente chefe da segurança da estação, Sarah é uma refugiada do Free Mars, uma organização que tentou obter a independência de Marte pela força das armas e causou uma guerra interplanetéria, seu membros se esconderam e se refugiaram pelo sistema solar. Se seu segredo for revelado é incerto o que a tripulação ira fazer, tão longe da Terra e precisando de quaisquer mãos hábeis para lutar contra os Zaions. E ela é muito hábil. Treinada em infiltração, sabotagem e táticas de guerrilha, foi capaz de organizar uma tripulação de refugiados em uma força de piratas decente. Tem uma queda por fazer grandes explosões. SarahKestral.pdf SarahKestral.gcs

Pask Rurpen: Um dos primeiros alienígenas, um Felino, a ser encontrado pelos terráqueos nessa região do espaço, Pask é um lutador da resistência que tenta se opor à dominação Zaion, como tal ele é reconhecido por vários alienígenas subjugados e costuma receber ajuda por isso. Também tem o poder de liderar eventualmente membros da resistência encontrados nos planetas do império Zaion. Tem treinamento em tática e inteligência e conhecimento da tecnologia imperial. PaskRurpen.pdf PaskRurpen.gcs

Kitt: Uma piloto de nave criminosa no Império, está menos interessada em lutar pela liberdade do que em seus simples prazeres: Beber, lutar, causar confusão e aventuras românticas. Não está interessada em Pask, de sua mesma raça, que considera sério demais. Mas todos esses novos e maravilhosos alienígenas rrrumanos... Hummm... É uma das únicas pessoas que consegue dar em cima de Sora com sucesso, já que ela não compreende a intenção da Felina. Kitt.pdf Kitt.gcs

Grunff: Apoś vários combates com as forças Zaion, foi necessário fazer reparos extensos na nave. Para tal a tripulação adquiriu os serviços de Grunff, um alienígena de baixa estatura que lembra um tapir terrestre bípede. Grunff de alguma forma só respeita o Capitão, o que provou ser desesperador para a tripulação quando, por exemplo, o Capitão considerava mais importante que os tanques de proteína micótica produzissem um análogo mais fiel do café terrestre do que o hiperdrive funcionasse, durante um combate que ia particularmente mal. Por essa lealdade ele é mais comumente chamado de "A Anta do Capitão" do que pelo seu nome correto.

Toogo Tool: O último membro da tripulação foi o tão necessário médico. Resgatado de uma nave em descompressão (um feito heróico, uma vez que não havia um traje espacial do tamanho dele) Tool é membro da raça gigantesca dos Jarils. Em extinção, os Jarils tem um dever para com a continuação da espécie que Tool não consegue cumprir, ele não tem interesse em fêmeas, achando-as repulsivas. Entre aliens ele imagina que pode fugir da pressão dos membros da sua raça, mas acaba tendo que evita-los para não ser recrutado para perpetuação da espécie.

Zor: O arqui-vilão. Zor acredita em uma sociedade forte em que todos estão no seu lugar, seguros e fazendo seu trabalho. O Império Zaion parecia assim, apesar do Imperador estar velho e doente, a transição deveria se fazer pela primeira vez sem grande derramamento de sangue graças ao seu casamento com a princesa do clã rival, sua prima, Sora. Com isso, ele seria o próximo Imperador. Seus planos se arruinaram com a fuga de Sora com os alienígenas, primeiro tentando liberta-la dos captores, logo tornou-se claro que ela estava trabalhando com eles para fugir dele. Mas procurando conhecer mais sobre os piratas que fugiram com sua noiva, ele conheceu Kimi, e seu coração se dividiu. Por um lado, ele tem o dever de recuperar Sora, a fugitiva, e evitar a guerra civil que se alastrará caso o Imperador morra sem um herdeiro que tenha o apoio das Casas Imperiais, por outro lado, ele ama verdadeiramente Kimi e está tentado a deixar o Império arder em chamas por ela.

Kimi Katsumoto: Kimi sempre olhou para as estrelas, se formou em exo-biologia, foi uma das poucas cientistas a ser escolhida para escavar os primeiros indícios de vida fora da terra. Agora Kimi vive seu sonho, está no centro de uma sociedade alienígena viva e brilhante, e seu pesadelo, ela não pode deixar que os alienígenas saibam o paradeiro da Terra, que não teria defesa contra os escravocratas Zaions. Ela ama de verdade seu irmão menor, sempre olhando por ela e procurando defende-la, mas ela não precisa de defensores. E ela apaixonou-se por Zor. Todas as coisas que ela ama estão em conflito. Ela poderia ser a pessoa mais feliz do universo, mas sabe que a qualquer momento sua felicidade pode acabar.

Zain: O irmão menor de Zor. É assim que ele é conhecido na sociedade Zaion, é assim que ele é julgado em tudo que faz. E ele está disposto a tudo para ser notado. Conseguiu fazer com que Sora fosse declarada traidora do Império. Exigiu seus feudos como compensação pela humilhação a sua casa. E está disposto a perseguir os terráqueos até o fim do universo, até o buraco de onde sairam, para ter seu valor reconhecido.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Faça seus monstros de GURPS

Minha nova colaboração no GURPS Nation: como fazer seus próprios monstros.

Além de dicas para fazer monstros e encontros em GURPS, também tem uma ficha de monstro para baixar e imprimir. No mesmo estilo das minhas fichas de equipamento.

E depois de todas lições sobre como fazer seus monstros, uma galeria de bestiários feitos por vários jogadores de GURPS.

O próximo artigo será somente sobre como adaptar monstros de D20 para GURPS.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cadê os Bestiários de GURPS?

Dessa vez meu artigo no GURPS Nation é sobre essa questão permanente dos jogadores e interessados em GURPS: GURPS tem Livro do Jogador e Livro do Mestre, cadê o Livro dos Monstros?

GURPS lá fora tem, sim, vários bestiários, mas na quarta edição as coisas mudaram. Confira a história dos bestiários de GURPS e o que muda na quarta edição:

Cadê o Bestiario, no GURPS Nation.

No próximo artigo, adapte e crie seus próprios monstros, e bestiários feitos por jogadores, aguarde!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Agregar ou espalhar?

Pra quem não me conhece nem conhece o meu blog: um resuminho da minha trajetória para nós discutirmos depois um assunto muito mais interessante do que "onde o Tiago quer escrever"

Comecei a escrever sobre RPG no meu livejournal ( http://hackbarth.livejournal.com/ ) por que estava a tanto tempo sem jogar que precisava fazer alguma coisa ligada ao RPG. Comecei um novo hobby, Miniaturas de Papel e escrevi sobre isso por que era o que ocupava meu tempo livre na época e era um assunto interessante para por num blog sobre meu dia a dia. O Phil, que me achou quando eu descobri o Twitter, gostou tanto do que eu escrevi sobre minis de papel que me convenceu a escrever um BLOG sobre RPG. Então peguei um blog separado do meu para receber leitores interessados em RPG e não na minha vida pessoal. Nascia o Professor Alabarda.

Eu sou o primeiro a admitir que sou um dos menores e mais chinfrins blogueiros de RPG que há por aí. Mas ainda assim tinha alguma coisa para escrever que interessou alguns de vocês. Mas acompanhando o Ranking da área cinza e o Poprank (onde cheguei a ser bem classificado para um blog iniciante!) percebi que não ia fazer muita diferença no cenário geral por que eu não sou capaz de produzir o suficiente para manter a atenção do leitor. Com sorte eu podia escrever uma coluna por semana, isso _antes_ do nascimento da minha segunda filha. Tendo que cuidar da minha família, e agora com um grupo de jogo (conseguido em parte devido ao blog!) não tenho nem como produzir nem isso.

O que me levou a refletir sobre o que é necessário para um blog ser relevante. Eu dificilmente acompanharia um blog atualizado uma vez por mês, então como poderia continuar a fazer exatamente isso? Um blog deve ter conteúdo único e relevante para o seu público alvo (algo de que felizmente sou capaz) e ter conteúdo atualizado frequentemente (aqui eu não posso acompanhar). Como obter isso? A blogosfera de RPG brasileira tem dois métodos de chegar nesse patamar de qualidade: Ou tem um autor capaz o suficiente de produzir o conteúdo, seja por tempo disponível, rapidez de escrita ou simplesmente por mais competente do que eu; Ou tem uma equipe de pessoas em que cada um produz conteúdo com menos frequência, mas coletivamente produzem com frequência suficiente para manter sua relevância.

Claramente eu tinha que passar para a segunda categoria, e não acreditava que poderia chamar pessoas para escrever no meu blog, mas podia entrar na equipe de outro blog. Nesse caso eu tinha que me perguntar que blog! A blogosfera RPGística brasileira é grande e de qualidade, onde eu me encaixaria? Então passo à outra pergunta: o que eu quero obter com meus textos? Eu quero mais pessoas jogando RPG, claro, meus textos são sempre escritos pensando em iniciantes. E em segundo lugar eu quero mais pessoas jogando GURPS. É o sistema que eu prefiro, quando eu vou procurar um grupo de jogo inicio procurando por jogadores de GURPS, não de Exalted. Fora que eu tinha muita coisa para escrever sobre GURPS. Logo eu precisava de um blog que aceitesse alguém que escrevesse para GURPS. Dos que estão por aí o GURPS Nation me chamou atenção, pela qualidade do desenho da página, pela clareza dos textos e pelos artigos já escritos pelos colaboradores. O resto é história, ainda sendo escrita é claro.

Essa foi minha trajetória, mas no que isso é relevante? A questão que eu quero que seja respondida é que tipo de blogosfera mais ajuda o RPG?

Será que muitos Rpgístas individualmente falando suas opiniões em muitos blogs individuais conseguirão se manter relevantes, se fazer ouvir, e promover o RPG? Todas essas vozes não criarão mais ruido do que sinal? Será que messe ruído todo, nessa multidão de vozes a mensagem conseguirá passar?

Por outro lado, será que se submeter ao trabalho em equipe exige uma série de cuidados. O que fazer para preservar a qualidade de uma série de escritores trabalhando individualmente, o que fazer quando os escritores começarem a ter diferenças? Um único blog está passando uma mensagem mais forte do que vários blogs trabalhando individualmente? Você não se sentirá mais tolhido na sua criatividade escrevendo para um blog coletivo?

Ou eu estou procurando piolho em careca? Será que essas dúvidas não são simplesmente uma reedição da velha discussão portais X blogs? Será que faz diferença onde é que os rpgistas vão escrever? E quem está procurando a informação vai saber achar?

Eu fiz o que fiz e tomei a decisão que faz mais sentido para mim. Mas ainda penso no que seria o ideal, a melhor alternativa. O melhor a fazer é continuar a escrever sobre RPG, e é o que vou fazer, de um jeito ou de outro.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Envelopes e Equipamentos

Continuando minha atuação no GURPS Nation, já subiu lá minha segunda colaboração: Fichas e Envelopes de Equipamento. Passem lá para dar uma olhada e baixar as fichas. Mesmo quem não joga GURPS vai poder copiar essa ideia! (Eu copiei de outro RPG, por que vocês não deveriam?)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Professor Morreu!

Vida longa ao Professor!

Pouco tempo depois de começar esse blog, mudanças na minha vida pessoal me impediram de atualiza-lo com conteúdo com frequencia suficiente para mante-lo relevante. Simplesmente não tenho tempo de escrever uma coluna semanal sobre RPG.

Mas isso não significa que vou parar de escrever, eu tenho muita coisa pra passar para essa gurizada que está começando no nosso hobby, e um truque ou dois para ensinar para os macacos velhos do ramo. :-)

Então a partir de hoje o Professor vai se mudar para o blog do GURPS Nation onde vou postar sobre meu sistema preferido: GURPS, é claro.

E isso também não significa que os fãs de miniaturas de papel que eu criei por aí vão ficar sem suas aulas. Sempre que eu tiver uma novidade, ou uma nova técnica para passar ainda vou recorrer ao bom e velho blog do Professor Alabarda. Ou seja, não apague o blog dos seus favoritos por enquanto, mas não espere muitas novidades.

Os que gostam do blog, me acompanhem no GURPS Nation onde publicaram meu primeiro post hoje. E aqueles que não querem saber de GURPS mas ainda querem notícias e técnicas de minis de papel, deem uma passadinha no fórum do One monk e nos outros lugares que eu listei anteriormente. E visitem de novo de (muito) vez em quando, que vez por outra alguma coisa que não cabe no GURPS Nation vai parar aqui.

A net é grande, garanto que nos encontraremos por aí!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Paper Models e 2.5D

Continuando as aulas de papercraft, agora com os modelos mais sofisticados de miniaturas de papel, começando pelos mais complexos de todos: os papermodels propriamente ditos.

Papermodel: é o modelo tridimensional, em papel, de uma figura ou objeto.

Nesse caso a semelhança com o objeto representado é total. Em alguns casos pode se tornar melhor que o original, mas é muito trabalhoso de se montar, muito mais do que pintar uma mini de metal, então não é muito indicado para mesas de RPG, a não ser nos casos de chefões finais, ou no caso de grandes objetos ou props importantes, como castelos, construções, naves espaciais, baús de tesouro, modelos em tamanho real de armas, etc. É para o caso de você se dedicar mesmo a fazer miniaturas. Nesse ponto se passa mais tempo preparando minis do que preparando aventuras e jogando.

O que nos leva ao 2.5D.

2.5D: o modelo tridimensional simplificado, feito de partes bidimensionais posicionadas de forma a dar volume à figura.

Paper MinisEsse estilo de miniatura é o que tem melhor relação de tempo investido/aparência. Diferente das paper miniatures, ele fica bom visto de todos os lados, afinal não tem frente e verso definidos. E pode ser posicionado de modo a ter boa presença na mesa.



Para montar um modelo em 2.5D, basta fazer pequenos cortes nas peças e encaixa-las. O resultado é maior do que a soma das partes, visualmente falando. A parte mais difícil fica por conta do autor, que deve imaginar corretamente, enquanto desenha, como fica a estrutura final do modelo.

As vezes pequenas intervenções em 2.5D tornam a figura extremamente mais realista, como por exemplo dobrar as pontas das asas de modelos de naves espaciais, ou ondular os tentáculos de seres marinhos.

Experimente por uma miniatura 2.5D na mesa de jogo, enquanto eu defendo que as minis tradicionais de papel são tão boas quanto as de metal ou plástico, as 2.5D podem até eclipsar essas anteriores, em termos de apresentação visual!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O que são minis de papel?

Com a 4ed de D&D tornando as miniaturas obrigatórias para jogar, as minis de papel tem recebido muito mais atenção. Principalmente aqui no Brasil, onde os jogadores tem muito menos recursos, o dólar se valorizou demais e onde todo mundo é mestre na arte da improvisação!

Já apresentei muitos links e até um tutorial sobre como montar as minis de papel, o que falta falar a respeito? Que tal o que são minis de papel? Até agora não falei nada sobre o que são minis de papel, então vou correr com a matéria que está atrasada!

Minis de papel são qualquer tipo de substituto para uma mini de plástico ou metal, feita de papel, obviamente. Até mesmo um pedaço de papel com o nome do PC ou do monstro pode funcionar. Claro, se tiver uma arte bonita do PC ou do monstro no papel fica muito melhor. Nesse caso estamos falando do primeiro tipo de mini de papel: o Counter.

Counter: uma ficha de papel com uma representação do PC/NPC. Do tamanho que ele ocupa na mesa.

Mas isso não se parace tanto assim com uma mini, não é? É só um desenho afinal de contas. Não deveria pelo menos ficar de pé? É possivel fazer isso, montando a ilustração do PC/NPC com frente e costas de modo que ele fique de pé. Posso fazer isso de pelo menos três modos: Usando uma base, montando um triângulo verticalmente e montando um triângulo horizontalmente. Para os dois primeiros casos, chamamos a miniatura de Stand-up. O últimos caso é diferente por que a miniatura vai precisar de três ilustrações, tendo lado direito, lado esquerdo e costas. Nesse caso chamamos a miniatura de tri-fold. Também podem ser chamadas A-Frame Stand-up e Tri-Fold Stand-up, respectivamente.

Stand-up: Uma ficha de papel montada de forma a permanecer vertical, com uma ilustração do PC/NPC de frente e de costas.

Tri-fold: Uma ficha de papel montada no formato de um prisma triangular para permanecer vertical, com ilustração de três faces do personagem: Direita, esquerda e costas.

Muito melhor! Agora essas miniaturas tem uma presença na mesa. Podem ser facilmente manipuladas e armazenadas também. No entanto ainda estão bem distantes em termos de apresentação das miniaturas de plástico e metal. Não precisa ser assim, com mais trabalho as miniaturas de papel podem ser tão ou mais bonitas que as tradicionais. Fazer uma verdadeira mini de papel parece-se com fazer uma Stand-up, mas requer alguns passos a mais:

A figura deve ter frente e costas, caso não tenha costas, pode-se espelhar a frente ou fazer uma silhueta escura para denotar o outro lado. Depois a figura deve ser alinhada, colada e finalmente ser recortada, conforme meu tutorial. Pode- deixar uma margem branca ao redor da figura, mas cortando rente e fazendo o edging a figura fica perfeita. Essa seria a verdadeira mini de papel.

Miniatura de papel: Uma ilustração recortada e montada de modo a se parecer o mais possível com o PC/NPC.

Elas tem a vantagem de ser facilmente reconhecidas pela sua silhueta e se integrar em cenarios mais elaborados perfeitamente:

Terra Force Marines and Fauna by floydski

Ogres and Bandits and Caveworks by onemonkeybeau

E não para por aí! As minis podem ficar bem mais sofisticadas do que isso. Em um próximo post eu vou falar sobre minis 2.5d e modelos de papel. Aguardem!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Montando miniaturas de papel

Já listei onde conseguir miniaturas de papel, agora vou mostrar como monta-las de forma que fiquem tão boas ou melhores do que as de metal/plástico. Estou usando os monstros grátis do One-Monk como exemplo.

Embora eu imprima as miniaturas em papel ofício mesmo (75g/m2), o ideal é imprimir em um papel mais durável como papel fotográfico, de preferência 180g/m2 a 220g/m2. Essa medida é a gramatura do papel, que corresponde mais ou menos a sua espessura e resistência. Eu prefiro impressora laser, mas tem quem diga que nas inkjets as gradações e cores fiquem mais suaves e naturais.

Figuras impressas

O próximo passo é dobrar a folha para alinhar as duas faces da figura. Essa folha tem uma borda preta mais espessa na parte de trás para dar uma margem de tolerância no alinhamento, mas não dá para contar com isso sempre. Confira o alinhamento contra a luz. Vinque bem a dobra para não deslocar o alinhamento depois de conferido.

Marque e dobre na linha vermelha           Usando cola Bastão

A maior parte dos modelistas utiliza cola branca ou bastão, se forem por esta rota, vão ter que esperar a cola secar. Para não ocorrer ondulações, usem bem pouca cola, bem espalhada. Eu tenho um truque para resolver esses problemas: no lugar de cola, uso fita adesiva dupla face. Gruda instantaneamente, não cria ondulações e não precisa esperar secar para cortar. Pressione bem as figuras para não criar bolhas de ar. A película que separa as partes da fita serve para pressionar as figuras sem danificar a impressão.

Usando fita adesiva dupla face           Pressionando para ficar bem colado

Cortando as figuras: embora seja possível cortar as figuras usando tesoura, é muito trabalhoso e não se consegue um nível de detalhamento tão bom. Quando eu comecei, usava um estilete em cima de uma superfície de vidro. Já é bom e preciso o suficiente. Quando entrei de cabeça nesse hobby investi em x-acto knifes e uma superfície de corte. Não é muito caro e rende na produtividade.

Recortando com uma X-acto           Recortado com um estilete

Para cortar as figuras, se começa o corte nas reentrâncias e se vai seguindo o contorno da figura. A melhor explicação que eu já vi é esse gráfico que Floyd postou no Fórum do One-monk, as setas vermelhas denotam a direção de corte inicial e as azuis o trajeto da lâmina:
http://i269.photobucket.com/albums/jj59/Fl0ydski/Fantasy/rocky-1.gif


Depois de recortadas, mais um truque para deixar as minis de papel com um acabamento perfeito: passe uma canetinha preta na borda da figura, para eliminar o branco do papel na borda, o 'flashing', essa técnica é chamada de 'edging'. Claro que se a figura tiver bordas brancas isso é desnecessário, mas figuram com bordas pretas tem uma presença bem melhor na mesa, como se fossem miniaturas mesmo, e não peças de jogo.

"Edging" Pintar a borda de preto

Para fazer as bases das figuras, eu recomendo de novo o site do One-monk, que tem dezenas de texturas diferentes de bases para baixar. E eis aqui o resultado final, já que meu tutorial foi com aranhas gigantes, nada melhor do que um halfling para enfrentá-las:

Figuras terminadas

Veja como as aranhas parecem realmente miniaturas, enquanto a borda branca ao redor do halfling atrapalha um pouco o visual da cena. Ainda assim são miniaturas que os seus jogadores vão gostar muito de usar. Com algumas alterações, dá para modifica-las para ter o equipamento e vestimenta iguais aos PCs, se você tiver um pouco de perícia no uso do GIMP ou assemelhados. De repente desenhar miniaturas de papel rende um próximo post.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Aventuras Fantásticas

Se você é da velha guarda do RPG e começou a jogar no século passado como eu, a chance é grande que tenha conhecido os fundamentos do RPG nos livros-jogo de Aventuras Fantásticas. Esses livrinhos de lombada verde foram uma febre na época e podem ter sido o primeiro sistema de RPG a ser publicado no Brasil.

Naquela época não existia D&D, Vampiro, Lobisomem, nem mesmo GURPS por aqui, mas você já podia pegar uma espada, provisões, uma poção de sorte, e se aventurar em Dungeons cheias de Orcs, Goblins, Feiticeiros e até Dragões! Isso se você estivesse disposto a seguir as instruções do livro como:

323

Depois de alguns metros, você chega a outra junção de três caminhos. Você pode ir na direção norte (volte para 8) ou na direção leste (volte para 255).



E era até possível lutar contra os monstros, usando um sistema de combate com dados!

Esses livrinhos são criação de dois grandes nomes do RPG, Steve Jackson (não o americano, criador de GURPS, mas sim outro Steve Jackson, inglês) e Ian Livingstone. Juntos ele criaram um cenário cativante, onde muitos jogadores brasileiros começaram suas aventuras. A maior parte dos livrinhos se passa no mundo de Titan, dividido nos continentes de Allansia, Khul e o Mundo Antigo.

Depois dos livros jogos eles criaram um RPG completo baseado nesse mundo, com um sistema descrito no livro Dungeoneer e ampliado no livro Blacksand, cenário descrito no livro Titan e bestiário descrito no livro Out of the Pit. Além desses o último da série não foi lançado no Brasil e é bastante procurado por fãs: Allansia traz novas regras e mais um capítulo (o final?) da saga de Sargon, Alto Sacerdote de Elim.

Aventuras Fantásticas

Eu, como muitos RPGistas, comecei chutando as bundas dos goblins de Xortan Throg, no resgate da Princesa Sarissa de Salamonis (na verdade comecei mestrando essa aventura). E depois os personagens passaram a lutar com os vilões de Allansia como o infame Lorde Azzur de Porto Blacksand, Shareela a Feiticeira da Neve, Malbourdus o filho da tempestade, Razaak o que não morre, o Saqueador de Charadas e outros.

E mesmo depois de tanto tempo, o mundo de Titan não foi abandonado, pelo menos lá fora. Uma nova editora está relançando os livros de Fighting Fantasy, o título original da série de livros jogos, saíram adaptações para d20 dos livros jogos, inclusive aqui no Brasil, e os fãs montaram páginas e mais páginas sobre a série, uma wiki, e até grupos de discussão com bastante material original sobre Titan. Até mesmo eu estou fazendo uma adaptação para GURPS.

Saudades das minhas Aventuras Fantásticas...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Aleatoriedades

O mestre Emilson do RPG sem compromisso que mestra GURPS lá para as bandas de Acaraú e o Vinícius do Minas Morgul que é daqui do planalto central me convidaram para o meme Aleatoriedades, ou seja, pra falar seis coisas aleatórias sobre mim. Até achei uma boa maneira dos leitores do blog me conhecerem melhor, então ai estão:

01 - Sou quase um hippie, em casa comemos alimentos orgânicos, separamos todos recicláveis, compostamos o resíduo orgânico e estamos pensando em comprar créditos de carbono para compensar nossa poluição.

02 - Comecei a jogar RPG inventando um jogo baseado nos livrinhos de aventuras fantástica e numa reportagem que saiu numa veja lá por 1990. Era o único material disponível na época.

03 - Depois de um trauma de três assaltos no mesmo ano voltei a treinar artes marciais estudando Krav-Magá.

04 - Sou um usuário de Linux, minha distrô de preferência é o Ubuntu, que funciona exatamente como eu quero. Desde que larguei o Windows, vírus nunca mais!

05 - Apesar de estar blogando de Brasília, sou gaúcho e no nosso grupo se jogava RPG tomando chimarrão. O jogo só ficava um pouco devagar quando a cuia passava pelo mestre, mas daí dava tempo para os jogadores pensarem melhor.

06 - Já levei um tiro num assalto (não me acertou) por pedir para o assaltante para ficar com meu maço de cartas de Magic, que estava no bolso da jaqueta que ele estava levando. Não jogo mais Magic, faz mal para saúde.

Agora vou acabar com a brincadeira e não vou indicar mais ninguém, por que parece que não sobrou ninguém que não tenha respondido o questionário.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

GURPS Holy Day

Esse fim de semana foi o GURPS Holy Day, um dia pra todos jogadores de GURPS se organizarem, jogarem e principalmente divulgarem o sistema. O impressionante é que diferente de outros eventos parecidos, esse foi uma iniciativa de fãs, sem patrocínio, iniciada por Luciano Abel de Porto alegre, que mobilizou os jogadores pra jogar. Como mestre de GURPS fiel, eu não podia deixar de participar.

Nesse ponto quero agradecer muito o Gabriel da Livraria Pendragon, que cedeu o espaço e deu uma força na divulgação. E a participação dos antigões de GURPS daqui como o Eduardo Caetano e o Alexandre do blog RPGista.

Mestrando no GURPS Holy Day

No começo da organização do Holy Day, eu não levei muita fé. Mas agilidade dos organizadores em por um bom site no ar, com material de divulgação para baixar e fórum para organizar me convenceu. Me inscrevi para organizar o núcleo de Brasilia do evento, jurando que iam aparecer no máximo um ou dois outros jogadores no dia. Logo a resposta à divulgação me surpreendeu. A divulgação no Orkut logo atraíu vários jogadores de GURPS das antigas, curiosos para ver esse revival do sistema.

Antigos e novos jogadores de GURPS

Me preparei durante semanas no meu tempo livre, perturbando a rotina aqui de casa com noites absorvido na criação dos personagens pré prontos, adaptando os NPCs de Dungeonner para GURPS, imprimindo os GURPS-Lite de brinde, imprimindo e recortando as miniaturas de papel, etc. No dia sagrado do GURPS, fui para a Pendragon com o material, os livros, os dados, encontrei o Eduardo, que combinou mestrar outra mesa, e esperei os jogadores chegarem.

E esperei.

Logo minhas esperanças foram diminuindo, a chuva pareceu afugentar os participantes e só chegaram os dois mestres e um jogador, quando disse pra entrarmos na loja e pegar a mesa, que estava com uma gurizada jogando pokemon. Foi aí que tirei minha carta da manga e comecei a pôr na mesa as fichas com ilustrações dos PCs, e as miniaturas de papel combinando com as fichas, o tabuleiro, os livros e começando a explicar o cenário e as regras pro único jogador. Logo vi que os jogadores de pokemon ficaram interessados e dei as fichas pra eles escolherem um personagem. Depois de alguns minutos eu tinha angariado mais três jogadores!

Gurizada Jogando GURPS

Os retardatários chegaram antes que eu terminasse de explicar as regras para os novatos e quando começamos, tinha uma mesa cheia, com sete jogadores mais o mestre. Comecei a me preocupar menos com a falta de jogadores e mais com a falta de minis de goblins e orcs para eles massacrarem! Mestrei a aventura "A Torre do Feiticeiro" do antigo Dungeoneer (aguardem um post sobre Aventuras fantásticas em breve) e conseguimos matar o feiticeiro logo depois de eu prometer para a mãe dos jogadores iniciantes que o jogo demoraria só mais meia hora. Dei os brindes para os iniciantes e pude bater um papo com os antigos jogadores de GURPS que apareceram no evento e espero que mais partidas saiam desse contato.

Gurizada jogando GURPS



No final só posso dizer que o evento foi um sucesso. Divulgamos o sistema para vários iniciantes, aproveitamos um excelente relacionamento com a Livraria Pendragon e reunimos vários antigos jogadores de GURPS para trocar contato. Pouca coisa poderia ser melhor.