Todos os que acompanhavam esse blog só por conta das minis de papel, não se preocupem com minha mudança para o Gurps Nation. Vou continuar escrevendo sobre minis de papel em outro endereço também.
Os posts sobre minis de papel se mudaram para o Rpgista.com. Já estão lá meus artigos clássicos O que são minis de papel e Montando minis de papel.
E aguardem material novo e inédito logo, logo!
Mostrando postagens com marcador RPG. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Gurps Nation reabre as portas!
O Gurps Nation está de cara nova e com muitas novidades!
O novo site do GN está demais. Com um desenho bem mais limpo e chamativo (para os gaúchos, podemos dizer que ele passou de gremista a colorado), dando uma nova ênfase aos artigos e com muitas novidades.
Aponte seu navegador para http://www.gurpsnation.com/ e confira!
Nos novos artigos temos uma continuação da nossa parceria com a Iniciativa GURPS nos artigos com a Resenha do Gurps Spaceships e a Ficha da Enterprise NX-01 para esse sistema.
E mais artigos novos: O meu guia definitivo de pontos de experiência e Como fazer para amaldiçoar os malditos personagens amaldiçoados!
Aguardem mais artigos sobre Gurps do seu professor preferido em breve, no Gurps Nation.
O novo site do GN está demais. Com um desenho bem mais limpo e chamativo (para os gaúchos, podemos dizer que ele passou de gremista a colorado), dando uma nova ênfase aos artigos e com muitas novidades.
Aponte seu navegador para http://www.gurpsnation.com/ e confira!
Nos novos artigos temos uma continuação da nossa parceria com a Iniciativa GURPS nos artigos com a Resenha do Gurps Spaceships e a Ficha da Enterprise NX-01 para esse sistema.
E mais artigos novos: O meu guia definitivo de pontos de experiência e Como fazer para amaldiçoar os malditos personagens amaldiçoados!
Aguardem mais artigos sobre Gurps do seu professor preferido em breve, no Gurps Nation.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Doe 20$ para o Haiti. Ganhe 1500$ em RPGs
RPGNow, DriveThruRPG e Onebookshelf (são a mesma compania, na verdade) estão doando quase 1500 dólares em produtos de RPG para que doar 20 dólares para o Médicos Sem Fronteiras através de seu site:
http://rpg.drivethrustuff.com/rpg_haiti.php?src=haiti
Como o o site está meio lento processando todas as doações, a lista de produtos até o momento (que pode crescer ainda) está aqui:
http://www.deadlyfredly.com/2010/01/midnight-post-help-haiti-get-1400-free/
Uma lista das coisas que despertaram meu interesse, principalmente coisas não-d20 e miniaturas de papel, com links (para fora do DriveThruRPG, que já está bem estafado processando as doações):
Serenity RPG (ganhador do Origins 2006 e do Ennies 2006)
http://www.margaretweis.com/wp/game-products/serenity/serenity-rpg/
3:16 (nomeado para o Ennies 2009)
http://gregorhutton.com/boxninja/threesixteen/index.html
Spirit of the Season (nomeado para o Ennies 2007)
http://www.evilhat.com/home/sotc/spirit-of-the-season/
Mars: Savage World
http://www.savagebarsoom.com/2009/04/mars-savage-world-edition.html
Dork Covenant
http://www.amazon.com/Dork-Covenant-Tower-Vol/dp/1930964404
Diana: Warrior Princess
http://homepage.ntlworld.com/forgottenfutures/others.htm
Spycraft
http://www.crafty-games.com/product_catalog/classicspycraft
Dungeon Linx: Lair of the Dragon God
Rio Draco
Dragonshire: Interiors
http://fatdragongames.com/fdg0061.html
Dragonshire: Ruins
http://fatdragongames.com/fdg0078.html
WormHole:
http://www.worldworksgames.com/store/index.php?main_page=product_info&cPath=4&products_id=256
O site está sendo bombardeado, então insistam. Tentem não sobrecarregar o site, os downloads vão estar disponíveis um ou dois dias depois da compra. Não baixem tudo de uma vez só, eles vão estar lá para sempre, é de vocês, vocês compraram. Baixem a medida que forem
ler ou imprimir.
A forma de pagar que dá menos problema é Paypal, se não tivar conta nele pode usar o cartão de crédito através do Paypal também.
P.S. Um obrigado ao Rodrigo Semente do blog Pergaminhos dourados que publicou esse meu email antes mesmo de eu me dar conta que devia publicar no blog também!
http://rpg.drivethrustuff.com/
Como o o site está meio lento processando todas as doações, a lista de produtos até o momento (que pode crescer ainda) está aqui:
http://www.deadlyfredly.com/
Uma lista das coisas que despertaram meu interesse, principalmente coisas não-d20 e miniaturas de papel, com links (para fora do DriveThruRPG, que já está bem estafado processando as doações):
Serenity RPG (ganhador do Origins 2006 e do Ennies 2006)
http://www.margaretweis.com/
3:16 (nomeado para o Ennies 2009)
http://gregorhutton.com/
Spirit of the Season (nomeado para o Ennies 2007)
http://www.evilhat.com/home/
Mars: Savage World
http://www.savagebarsoom.com/
Dork Covenant
http://www.amazon.com/Dork-
Diana: Warrior Princess
http://homepage.ntlworld.com/
Spycraft
http://www.crafty-games.com/
Dungeon Linx: Lair of the Dragon God
Rio Draco
Dragonshire: Interiors
http://fatdragongames.com/
Dragonshire: Ruins
http://fatdragongames.com/
WormHole:
http://www.worldworksgames.
O site está sendo bombardeado, então insistam. Tentem não sobrecarregar o site, os downloads vão estar disponíveis um ou dois dias depois da compra. Não baixem tudo de uma vez só, eles vão estar lá para sempre, é de vocês, vocês compraram. Baixem a medida que forem
ler ou imprimir.
A forma de pagar que dá menos problema é Paypal, se não tivar conta nele pode usar o cartão de crédito através do Paypal também.
P.S. Um obrigado ao Rodrigo Semente do blog Pergaminhos dourados que publicou esse meu email antes mesmo de eu me dar conta que devia publicar no blog também!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Senta a Púa
Finalmente o artigo final sobre aviões de caça da II guerra; na
primeira parte falei da arma dos pilotos brasileiros, o P-47D
Thunderbolt, com estatísticas para Gurps;
Na segunda parte falei dos pilotos que foram combater na Itália, comprimeira parte falei da arma dos pilotos brasileiros, o P-47D
Thunderbolt, com estatísticas para Gurps;
um template.
A última parte é especial, é a tradução do sistema de combate de caças
de Pär Skoglund, que faz os combates de aviões se tornarem tão
emocionantes quanto os combates humanos de Gurps, sem aquela tonelada
de estatísticas do Gurps veículos:
Senta a Púa, 3a Parte
Me digam o que acham, e se usarem em jogo, me digam o que deu certo ou
errado, que eu repasso para o criador.
de Pär Skoglund, que faz os combates de aviões se tornarem tão
emocionantes quanto os combates humanos de Gurps, sem aquela tonelada
de estatísticas do Gurps veículos:
Senta a Púa, 3a Parte
Me digam o que acham, e se usarem em jogo, me digam o que deu certo ou
errado, que eu repasso para o criador.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Super Força em GURPS
Mais um artigo da iniciativa Gurps, dessa vez no Gurps Nation: Eu tenho a força!
Tudo sobre Super força em Gurps, desde a primeira edição até hoje, com regras para quarta edição do Gurps Powers e Gurps Supers esmiuçadas para sua melhor compreensão.
Tudo sobre Super força em Gurps, desde a primeira edição até hoje, com regras para quarta edição do Gurps Powers e Gurps Supers esmiuçadas para sua melhor compreensão.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Piratas Espaciais: Star Soup!

Este é um post da INICIATIVA GURPS! Estes posts são sempre conjuntos, temáticos e periódicos. Assim, de 15 em 15 dias, você pode conferir a visão de vários autores sobre um mesmo assunto O tema desta edição da INICIATIVA GURPS é PIRATAS!
Piratas Espaciais
Um dos temas mais populares da ficção científica é o de Piratas Espaciais. A emoção de navegar no oceano espacial, com naves de ultratecnologia e armas laser, combatendo alienígenas monstruosos é a contraponto perfeito para personagens carismáticos, sabre numa mão, garrucha atômica na outra e papagaio alienígena no ombro. Claro que tapa-olhos e pernas de pau podem ser substituídos por próteses cibernéticas, mas isso não deixará seu pirata menos ameaçador.
Claro, existem dois tipos de Piratas Espaciais na ficção: Criminosos com uma nave espacial, que não hesitam em ejetar pela escotilha as tripulações indefesas das naves mercantes capturadas e só existem no cenário para serem atomizados pelas naves da Patrulha Estelar, e Ladinos com Coração de Ouro, no melhor estilo Han Solo, que se revoltam contra governos malignos ou corporações desumanas de posse apenas de sua lata velha espacial e muita coragem. Esse segundo tipo é o que vou focar esse artigo.
O próprio temas de piratas espaciais desenvolveu sub-temas próprios, como companheiras alienígenas: Corsair, da Marvel por exemplo tem sua companheira Catgirl e mesmo o Capitão Harlock pode ser visto acompanhado da Etílica Alienígena Mimay, as vezes a bela alienígena É a Pirata Espacial, como a também etílica Ryoko de Tenchi Muyo.
Outro sub-tema irmão é o da Patrulha Espacial, normalmente criada para combater o primeiro tipo de piratas, sempre vai se envolver, na maior parte das vezes como antagonistas, com o segundo tipo. Por exemplo, as oficiais da Polícia Espacial Kiyone e Mihoshi são as contrapartes da patrulha para a Pirata Espacial Ryoko em Tenchi Muyo, a Capitã Amelia de Planeta do Tesouro, da Disney pode não ser nominalmente da Patrulha mas é a representante da lei contra os piratas dessa versão de A Ilha do Tesouro.
Star Soup
É uma mini campanha em estilo Anime-Space-Opera focada num grupo de fugitivos de um império galáctico inescrupulosos. Com todos os temas clássicos desse cruzamento de gêneros: O capitão, o Jovem Heroi, a Princesa Alienígena, o Vilão Honrado, o Vilão Bishonen irredimível, Catgirls, Impérios Malignos, Inimigos com motivações realistas, combates espaciais, espadas ultra tecnológicas, uniformes futuristas com calças bocas de sino, romances impossíveis, comédia pastelão.
É também minha primeira experiência com as regras da quarta edição, lá por 2004. Antes da quarta edição portanto. Os personagens foram feitos na terceira, adaptados com o lançamento do Lite e do guia de conversão da quarta e finalmente com os livros oficiais.
A História
No futuro próximo a humanidade começa a explorar o sistema solar, e encontraram a primeira evidência de vida inteligente fora da terra ao examinar Daphnis, uma lua de Saturno oculta na divisão de Keller, em meio aos seus anéis. Uma nave foi mandada para lá e transformada em um posto de pesquisa arqueológica. Logo que a base foi instalada, os arqueólogos saíram para examinar os estranhos monolitos e inscrições, e acabaram ativando um mecanismo ancestral.
Um terremoto e desabamento engoliu a base, e os arqueólogos foram atordoados ao olhar para cima e ver que Saturno e seus anéis que preenchiam a totalidade do céu, desapareceram. Eles não estavam mais no sistema solar e esse era só o começo dos seus problemas, figuras trajadas em trajes espaciais bizarramente decorados, com longas fitas e jubas coloridas surgiram, armados com espadas, e os transportaram para uma nave alienígena.
Enquanto isso na base, que junto com milênios de detrito celeste havia caído dentro de um hangar oculto, e após uma difícil empreitada para pressurizar o hangar e resgatar o pessoal da base de dentro dos módulos avariados, a tripulação se vê dentro de uma arquitetura alienígena muito antiga, e muito impressionante. Daphnis tem 9 kilometros de extensão, boa parte dela percorrida por túneis, passadiços, hangares, maquinário enigmático e estranhos consoles de controle. Logo a tripulação compreende que está dentro de uma gigantesca nave espacial, esquecida há milênios nos anéis de Saturno.
Antes que possam digerir completamente essa revelação são atacados pelos estranhos alienígenas, em trajes de combate que tornam armamentos terrestres praticamente irrelevantes, aramados com espadas capazes de cortar aço como manteiga e armas de raios atordoadores. Graças às ações heróicas dos membros mais insólitos da tripulação os alienígenas foram expulsos, e inclusive um deles capturado, inconsciente, antes dos hiperdrives de Daphnis serem novamente acionados e a gigantesca nave rumar para longe.
Logo a tripulação teve novos contatos mais amigáveis, e descobriram que estavam no centro do Império Zaion, uma civilização escravocrata em que praticamente todo mundo que não fosse um Nobre Zaion era um servo desses. E os Nobres Zaions eram inimigos perigosíssimos, com poderes de teleporte psiônico, e tecnologia para fabricar armaduras cibernéticas, lâminas monofilamento e armas de raios incapacitantes. A própria prisioneira não demorou a tentar usar os seus poderes para escapar, mas graças aos esforços da tripulação foi recapturada e cooptada a ajudar os terráqueos, por seus próprios motivos. Junto com outros descontentes alienígenas, a tripulação de Daphnis tenta recuperar os cientistas capturados, ocultar a localização da Terra do Império Zaion e voltar para casa.
A Tripulação.
Capitão Antares: Ele não está completamente conectado à realidade. Talvez por isso tenha sido exilado numa estação científica completamente imóvel, onde não poderia causar tanto dano quanto no comando de uma espaçonave, infelizmente isso colocou-o no comando da nave de batalha mais poderosa da galáxia. É difícil de compreender o Capitão Antares, alguns de seus oponentes o consideram um gênio militar de guerra assimétrica, alguns de seus aliados o consideram um idiota. Ele tem uma certa aura magnética e a habilidade de inspirar confiança nos seus subordinados. Ao mesmo tempo é completamente incompetente para exercer essa liderança em batalha. Tem a capacidade de se safar das mais variadas situações táticas ou sociais por simplesmente não tomar conhecimento delas. Já escapou de um tiroteio em que sua tripulação lutava contra caçadores de escravos por estar mais interessado em fazer compras em um bazar alienígena. CaptainAntares.pdf CaptainAntares.gcs
Sora: Princesa Zaion Fugitiva, Participava da captura de escravos para a maior glória de seu clã imperial, quando foi capturada pela tripulação da nave. Sendo tratada por seus captores como uma guia da região do espaço ocupada pelo império, resolveu ficar com eles para escapar de um casamento arranjado com seu primo. Foi declarada traidora e fugitiva do Império Zaion, e teve seus feudos (um planeta inteiro) confiscados pelo clã rival. Tem fobia de qualquer situação mais sensual, e pode atacar selvagemente que aproximar-se dela com más intenções ou simplesmente surpreende-la em algum momento mais ... íntimo. Como todo Zaion, pode teleportar-se, mas caso exceda sua capacidade de carga, pode acabar no destino sem nenhum item, incluindo roupas. Sora.pdf Sora.gcs
Keisuke Katsumoto: Colegial Japonês, idolatra a irmã mais velha, embarcou clandestinamente para a estação espacial arqueológica para segui-la. Descoberto foi promovido a grumete e colocado para ajudar na cozinha. Conseguiu ser campeão intercolegial nacional de kendô para impressioná-la. Agora essa sua habilidade quase inútil na terra já salvou a tripulação várias vezes dos ataques Zaions, já que as armas preferidas dos Zaions são espadas de monofilamento e suas armaduras são quase impenetráveis por armas de projéteis. Capturou Sora e tem uma habilidade (e azar) fora do comum em surpreendê-la nua ou em roupas íntimas. KeisukeKatsumoto.pdf KeisukeKatsumoto.gcs
Sarah Kestral: Aparentemente apenas a competente chefe da segurança da estação, Sarah é uma refugiada do Free Mars, uma organização que tentou obter a independência de Marte pela força das armas e causou uma guerra interplanetéria, seu membros se esconderam e se refugiaram pelo sistema solar. Se seu segredo for revelado é incerto o que a tripulação ira fazer, tão longe da Terra e precisando de quaisquer mãos hábeis para lutar contra os Zaions. E ela é muito hábil. Treinada em infiltração, sabotagem e táticas de guerrilha, foi capaz de organizar uma tripulação de refugiados em uma força de piratas decente. Tem uma queda por fazer grandes explosões. SarahKestral.pdf SarahKestral.gcs
Pask Rurpen: Um dos primeiros alienígenas, um Felino, a ser encontrado pelos terráqueos nessa região do espaço, Pask é um lutador da resistência que tenta se opor à dominação Zaion, como tal ele é reconhecido por vários alienígenas subjugados e costuma receber ajuda por isso. Também tem o poder de liderar eventualmente membros da resistência encontrados nos planetas do império Zaion. Tem treinamento em tática e inteligência e conhecimento da tecnologia imperial. PaskRurpen.pdf PaskRurpen.gcs
Kitt: Uma piloto de nave criminosa no Império, está menos interessada em lutar pela liberdade do que em seus simples prazeres: Beber, lutar, causar confusão e aventuras românticas. Não está interessada em Pask, de sua mesma raça, que considera sério demais. Mas todos esses novos e maravilhosos alienígenas rrrumanos... Hummm... É uma das únicas pessoas que consegue dar em cima de Sora com sucesso, já que ela não compreende a intenção da Felina. Kitt.pdf Kitt.gcs
Grunff: Apoś vários combates com as forças Zaion, foi necessário fazer reparos extensos na nave. Para tal a tripulação adquiriu os serviços de Grunff, um alienígena de baixa estatura que lembra um tapir terrestre bípede. Grunff de alguma forma só respeita o Capitão, o que provou ser desesperador para a tripulação quando, por exemplo, o Capitão considerava mais importante que os tanques de proteína micótica produzissem um análogo mais fiel do café terrestre do que o hiperdrive funcionasse, durante um combate que ia particularmente mal. Por essa lealdade ele é mais comumente chamado de "A Anta do Capitão" do que pelo seu nome correto.
Toogo Tool: O último membro da tripulação foi o tão necessário médico. Resgatado de uma nave em descompressão (um feito heróico, uma vez que não havia um traje espacial do tamanho dele) Tool é membro da raça gigantesca dos Jarils. Em extinção, os Jarils tem um dever para com a continuação da espécie que Tool não consegue cumprir, ele não tem interesse em fêmeas, achando-as repulsivas. Entre aliens ele imagina que pode fugir da pressão dos membros da sua raça, mas acaba tendo que evita-los para não ser recrutado para perpetuação da espécie.
Zor: O arqui-vilão. Zor acredita em uma sociedade forte em que todos estão no seu lugar, seguros e fazendo seu trabalho. O Império Zaion parecia assim, apesar do Imperador estar velho e doente, a transição deveria se fazer pela primeira vez sem grande derramamento de sangue graças ao seu casamento com a princesa do clã rival, sua prima, Sora. Com isso, ele seria o próximo Imperador. Seus planos se arruinaram com a fuga de Sora com os alienígenas, primeiro tentando liberta-la dos captores, logo tornou-se claro que ela estava trabalhando com eles para fugir dele. Mas procurando conhecer mais sobre os piratas que fugiram com sua noiva, ele conheceu Kimi, e seu coração se dividiu. Por um lado, ele tem o dever de recuperar Sora, a fugitiva, e evitar a guerra civil que se alastrará caso o Imperador morra sem um herdeiro que tenha o apoio das Casas Imperiais, por outro lado, ele ama verdadeiramente Kimi e está tentado a deixar o Império arder em chamas por ela.
Kimi Katsumoto: Kimi sempre olhou para as estrelas, se formou em exo-biologia, foi uma das poucas cientistas a ser escolhida para escavar os primeiros indícios de vida fora da terra. Agora Kimi vive seu sonho, está no centro de uma sociedade alienígena viva e brilhante, e seu pesadelo, ela não pode deixar que os alienígenas saibam o paradeiro da Terra, que não teria defesa contra os escravocratas Zaions. Ela ama de verdade seu irmão menor, sempre olhando por ela e procurando defende-la, mas ela não precisa de defensores. E ela apaixonou-se por Zor. Todas as coisas que ela ama estão em conflito. Ela poderia ser a pessoa mais feliz do universo, mas sabe que a qualquer momento sua felicidade pode acabar.
Zain: O irmão menor de Zor. É assim que ele é conhecido na sociedade Zaion, é assim que ele é julgado em tudo que faz. E ele está disposto a tudo para ser notado. Conseguiu fazer com que Sora fosse declarada traidora do Império. Exigiu seus feudos como compensação pela humilhação a sua casa. E está disposto a perseguir os terráqueos até o fim do universo, até o buraco de onde sairam, para ter seu valor reconhecido.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Faça seus monstros de GURPS
Minha nova colaboração no GURPS Nation: como fazer seus próprios monstros.
Além de dicas para fazer monstros e encontros em GURPS, também tem uma ficha de monstro para baixar e imprimir. No mesmo estilo das minhas fichas de equipamento.
E depois de todas lições sobre como fazer seus monstros, uma galeria de bestiários feitos por vários jogadores de GURPS.
O próximo artigo será somente sobre como adaptar monstros de D20 para GURPS.
Além de dicas para fazer monstros e encontros em GURPS, também tem uma ficha de monstro para baixar e imprimir. No mesmo estilo das minhas fichas de equipamento.
E depois de todas lições sobre como fazer seus monstros, uma galeria de bestiários feitos por vários jogadores de GURPS.
O próximo artigo será somente sobre como adaptar monstros de D20 para GURPS.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Cadê os Bestiários de GURPS?
Dessa vez meu artigo no GURPS Nation é sobre essa questão permanente dos jogadores e interessados em GURPS: GURPS tem Livro do Jogador e Livro do Mestre, cadê o Livro dos Monstros?
GURPS lá fora tem, sim, vários bestiários, mas na quarta edição as coisas mudaram. Confira a história dos bestiários de GURPS e o que muda na quarta edição:
Cadê o Bestiario, no GURPS Nation.
No próximo artigo, adapte e crie seus próprios monstros, e bestiários feitos por jogadores, aguarde!
GURPS lá fora tem, sim, vários bestiários, mas na quarta edição as coisas mudaram. Confira a história dos bestiários de GURPS e o que muda na quarta edição:
Cadê o Bestiario, no GURPS Nation.
No próximo artigo, adapte e crie seus próprios monstros, e bestiários feitos por jogadores, aguarde!
terça-feira, 2 de junho de 2009
Agregar ou espalhar?
Pra quem não me conhece nem conhece o meu blog: um resuminho da minha trajetória para nós discutirmos depois um assunto muito mais interessante do que "onde o Tiago quer escrever"
Comecei a escrever sobre RPG no meu livejournal ( http://hackbarth.livejournal.com/ ) por que estava a tanto tempo sem jogar que precisava fazer alguma coisa ligada ao RPG. Comecei um novo hobby, Miniaturas de Papel e escrevi sobre isso por que era o que ocupava meu tempo livre na época e era um assunto interessante para por num blog sobre meu dia a dia. O Phil, que me achou quando eu descobri o Twitter, gostou tanto do que eu escrevi sobre minis de papel que me convenceu a escrever um BLOG sobre RPG. Então peguei um blog separado do meu para receber leitores interessados em RPG e não na minha vida pessoal. Nascia o Professor Alabarda.
Eu sou o primeiro a admitir que sou um dos menores e mais chinfrins blogueiros de RPG que há por aí. Mas ainda assim tinha alguma coisa para escrever que interessou alguns de vocês. Mas acompanhando o Ranking da área cinza e o Poprank (onde cheguei a ser bem classificado para um blog iniciante!) percebi que não ia fazer muita diferença no cenário geral por que eu não sou capaz de produzir o suficiente para manter a atenção do leitor. Com sorte eu podia escrever uma coluna por semana, isso _antes_ do nascimento da minha segunda filha. Tendo que cuidar da minha família, e agora com um grupo de jogo (conseguido em parte devido ao blog!) não tenho nem como produzir nem isso.
O que me levou a refletir sobre o que é necessário para um blog ser relevante. Eu dificilmente acompanharia um blog atualizado uma vez por mês, então como poderia continuar a fazer exatamente isso? Um blog deve ter conteúdo único e relevante para o seu público alvo (algo de que felizmente sou capaz) e ter conteúdo atualizado frequentemente (aqui eu não posso acompanhar). Como obter isso? A blogosfera de RPG brasileira tem dois métodos de chegar nesse patamar de qualidade: Ou tem um autor capaz o suficiente de produzir o conteúdo, seja por tempo disponível, rapidez de escrita ou simplesmente por mais competente do que eu; Ou tem uma equipe de pessoas em que cada um produz conteúdo com menos frequência, mas coletivamente produzem com frequência suficiente para manter sua relevância.
Claramente eu tinha que passar para a segunda categoria, e não acreditava que poderia chamar pessoas para escrever no meu blog, mas podia entrar na equipe de outro blog. Nesse caso eu tinha que me perguntar que blog! A blogosfera RPGística brasileira é grande e de qualidade, onde eu me encaixaria? Então passo à outra pergunta: o que eu quero obter com meus textos? Eu quero mais pessoas jogando RPG, claro, meus textos são sempre escritos pensando em iniciantes. E em segundo lugar eu quero mais pessoas jogando GURPS. É o sistema que eu prefiro, quando eu vou procurar um grupo de jogo inicio procurando por jogadores de GURPS, não de Exalted. Fora que eu tinha muita coisa para escrever sobre GURPS. Logo eu precisava de um blog que aceitesse alguém que escrevesse para GURPS. Dos que estão por aí o GURPS Nation me chamou atenção, pela qualidade do desenho da página, pela clareza dos textos e pelos artigos já escritos pelos colaboradores. O resto é história, ainda sendo escrita é claro.
Essa foi minha trajetória, mas no que isso é relevante? A questão que eu quero que seja respondida é que tipo de blogosfera mais ajuda o RPG?
Será que muitos Rpgístas individualmente falando suas opiniões em muitos blogs individuais conseguirão se manter relevantes, se fazer ouvir, e promover o RPG? Todas essas vozes não criarão mais ruido do que sinal? Será que messe ruído todo, nessa multidão de vozes a mensagem conseguirá passar?
Por outro lado, será que se submeter ao trabalho em equipe exige uma série de cuidados. O que fazer para preservar a qualidade de uma série de escritores trabalhando individualmente, o que fazer quando os escritores começarem a ter diferenças? Um único blog está passando uma mensagem mais forte do que vários blogs trabalhando individualmente? Você não se sentirá mais tolhido na sua criatividade escrevendo para um blog coletivo?
Ou eu estou procurando piolho em careca? Será que essas dúvidas não são simplesmente uma reedição da velha discussão portais X blogs? Será que faz diferença onde é que os rpgistas vão escrever? E quem está procurando a informação vai saber achar?
Eu fiz o que fiz e tomei a decisão que faz mais sentido para mim. Mas ainda penso no que seria o ideal, a melhor alternativa. O melhor a fazer é continuar a escrever sobre RPG, e é o que vou fazer, de um jeito ou de outro.
Comecei a escrever sobre RPG no meu livejournal ( http://hackbarth.livejournal.com/ ) por que estava a tanto tempo sem jogar que precisava fazer alguma coisa ligada ao RPG. Comecei um novo hobby, Miniaturas de Papel e escrevi sobre isso por que era o que ocupava meu tempo livre na época e era um assunto interessante para por num blog sobre meu dia a dia. O Phil, que me achou quando eu descobri o Twitter, gostou tanto do que eu escrevi sobre minis de papel que me convenceu a escrever um BLOG sobre RPG. Então peguei um blog separado do meu para receber leitores interessados em RPG e não na minha vida pessoal. Nascia o Professor Alabarda.
Eu sou o primeiro a admitir que sou um dos menores e mais chinfrins blogueiros de RPG que há por aí. Mas ainda assim tinha alguma coisa para escrever que interessou alguns de vocês. Mas acompanhando o Ranking da área cinza e o Poprank (onde cheguei a ser bem classificado para um blog iniciante!) percebi que não ia fazer muita diferença no cenário geral por que eu não sou capaz de produzir o suficiente para manter a atenção do leitor. Com sorte eu podia escrever uma coluna por semana, isso _antes_ do nascimento da minha segunda filha. Tendo que cuidar da minha família, e agora com um grupo de jogo (conseguido em parte devido ao blog!) não tenho nem como produzir nem isso.
O que me levou a refletir sobre o que é necessário para um blog ser relevante. Eu dificilmente acompanharia um blog atualizado uma vez por mês, então como poderia continuar a fazer exatamente isso? Um blog deve ter conteúdo único e relevante para o seu público alvo (algo de que felizmente sou capaz) e ter conteúdo atualizado frequentemente (aqui eu não posso acompanhar). Como obter isso? A blogosfera de RPG brasileira tem dois métodos de chegar nesse patamar de qualidade: Ou tem um autor capaz o suficiente de produzir o conteúdo, seja por tempo disponível, rapidez de escrita ou simplesmente por mais competente do que eu; Ou tem uma equipe de pessoas em que cada um produz conteúdo com menos frequência, mas coletivamente produzem com frequência suficiente para manter sua relevância.
Claramente eu tinha que passar para a segunda categoria, e não acreditava que poderia chamar pessoas para escrever no meu blog, mas podia entrar na equipe de outro blog. Nesse caso eu tinha que me perguntar que blog! A blogosfera RPGística brasileira é grande e de qualidade, onde eu me encaixaria? Então passo à outra pergunta: o que eu quero obter com meus textos? Eu quero mais pessoas jogando RPG, claro, meus textos são sempre escritos pensando em iniciantes. E em segundo lugar eu quero mais pessoas jogando GURPS. É o sistema que eu prefiro, quando eu vou procurar um grupo de jogo inicio procurando por jogadores de GURPS, não de Exalted. Fora que eu tinha muita coisa para escrever sobre GURPS. Logo eu precisava de um blog que aceitesse alguém que escrevesse para GURPS. Dos que estão por aí o GURPS Nation me chamou atenção, pela qualidade do desenho da página, pela clareza dos textos e pelos artigos já escritos pelos colaboradores. O resto é história, ainda sendo escrita é claro.
Essa foi minha trajetória, mas no que isso é relevante? A questão que eu quero que seja respondida é que tipo de blogosfera mais ajuda o RPG?
Será que muitos Rpgístas individualmente falando suas opiniões em muitos blogs individuais conseguirão se manter relevantes, se fazer ouvir, e promover o RPG? Todas essas vozes não criarão mais ruido do que sinal? Será que messe ruído todo, nessa multidão de vozes a mensagem conseguirá passar?
Por outro lado, será que se submeter ao trabalho em equipe exige uma série de cuidados. O que fazer para preservar a qualidade de uma série de escritores trabalhando individualmente, o que fazer quando os escritores começarem a ter diferenças? Um único blog está passando uma mensagem mais forte do que vários blogs trabalhando individualmente? Você não se sentirá mais tolhido na sua criatividade escrevendo para um blog coletivo?
Ou eu estou procurando piolho em careca? Será que essas dúvidas não são simplesmente uma reedição da velha discussão portais X blogs? Será que faz diferença onde é que os rpgistas vão escrever? E quem está procurando a informação vai saber achar?
Eu fiz o que fiz e tomei a decisão que faz mais sentido para mim. Mas ainda penso no que seria o ideal, a melhor alternativa. O melhor a fazer é continuar a escrever sobre RPG, e é o que vou fazer, de um jeito ou de outro.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Envelopes e Equipamentos
Continuando minha atuação no GURPS Nation, já subiu lá minha segunda colaboração: Fichas e Envelopes de Equipamento. Passem lá para dar uma olhada e baixar as fichas. Mesmo quem não joga GURPS vai poder copiar essa ideia! (Eu copiei de outro RPG, por que vocês não deveriam?)
segunda-feira, 27 de abril de 2009
O Professor Morreu!
Vida longa ao Professor!
Pouco tempo depois de começar esse blog, mudanças na minha vida pessoal me impediram de atualiza-lo com conteúdo com frequencia suficiente para mante-lo relevante. Simplesmente não tenho tempo de escrever uma coluna semanal sobre RPG.
Mas isso não significa que vou parar de escrever, eu tenho muita coisa pra passar para essa gurizada que está começando no nosso hobby, e um truque ou dois para ensinar para os macacos velhos do ramo. :-)
Então a partir de hoje o Professor vai se mudar para o blog do GURPS Nation onde vou postar sobre meu sistema preferido: GURPS, é claro.
E isso também não significa que os fãs de miniaturas de papel que eu criei por aí vão ficar sem suas aulas. Sempre que eu tiver uma novidade, ou uma nova técnica para passar ainda vou recorrer ao bom e velho blog do Professor Alabarda. Ou seja, não apague o blog dos seus favoritos por enquanto, mas não espere muitas novidades.
Os que gostam do blog, me acompanhem no GURPS Nation onde publicaram meu primeiro post hoje. E aqueles que não querem saber de GURPS mas ainda querem notícias e técnicas de minis de papel, deem uma passadinha no fórum do One monk e nos outros lugares que eu listei anteriormente. E visitem de novo de (muito) vez em quando, que vez por outra alguma coisa que não cabe no GURPS Nation vai parar aqui.
A net é grande, garanto que nos encontraremos por aí!
Pouco tempo depois de começar esse blog, mudanças na minha vida pessoal me impediram de atualiza-lo com conteúdo com frequencia suficiente para mante-lo relevante. Simplesmente não tenho tempo de escrever uma coluna semanal sobre RPG.
Mas isso não significa que vou parar de escrever, eu tenho muita coisa pra passar para essa gurizada que está começando no nosso hobby, e um truque ou dois para ensinar para os macacos velhos do ramo. :-)
Então a partir de hoje o Professor vai se mudar para o blog do GURPS Nation onde vou postar sobre meu sistema preferido: GURPS, é claro.
E isso também não significa que os fãs de miniaturas de papel que eu criei por aí vão ficar sem suas aulas. Sempre que eu tiver uma novidade, ou uma nova técnica para passar ainda vou recorrer ao bom e velho blog do Professor Alabarda. Ou seja, não apague o blog dos seus favoritos por enquanto, mas não espere muitas novidades.
Os que gostam do blog, me acompanhem no GURPS Nation onde publicaram meu primeiro post hoje. E aqueles que não querem saber de GURPS mas ainda querem notícias e técnicas de minis de papel, deem uma passadinha no fórum do One monk e nos outros lugares que eu listei anteriormente. E visitem de novo de (muito) vez em quando, que vez por outra alguma coisa que não cabe no GURPS Nation vai parar aqui.
A net é grande, garanto que nos encontraremos por aí!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Paper Models e 2.5D
Continuando as aulas de papercraft, agora com os modelos mais sofisticados de miniaturas de papel, começando pelos mais complexos de todos: os papermodels propriamente ditos.
Papermodel: é o modelo tridimensional, em papel, de uma figura ou objeto.
Nesse caso a semelhança com o objeto representado é total. Em alguns casos pode se tornar melhor que o original, mas é muito trabalhoso de se montar, muito mais do que pintar uma mini de metal, então não é muito indicado para mesas de RPG, a não ser nos casos de chefões finais, ou no caso de grandes objetos ou props importantes, como castelos, construções, naves espaciais, baús de tesouro, modelos em tamanho real de armas, etc. É para o caso de você se dedicar mesmo a fazer miniaturas. Nesse ponto se passa mais tempo preparando minis do que preparando aventuras e jogando.
O que nos leva ao 2.5D.
2.5D: o modelo tridimensional simplificado, feito de partes bidimensionais posicionadas de forma a dar volume à figura.
Esse estilo de miniatura é o que tem melhor relação de tempo investido/aparência. Diferente das paper miniatures, ele fica bom visto de todos os lados, afinal não tem frente e verso definidos. E pode ser posicionado de modo a ter boa presença na mesa.

Para montar um modelo em 2.5D, basta fazer pequenos cortes nas peças e encaixa-las. O resultado é maior do que a soma das partes, visualmente falando. A parte mais difícil fica por conta do autor, que deve imaginar corretamente, enquanto desenha, como fica a estrutura final do modelo.
As vezes pequenas intervenções em 2.5D tornam a figura extremamente mais realista, como por exemplo dobrar as pontas das asas de modelos de naves espaciais, ou ondular os tentáculos de seres marinhos.
Experimente por uma miniatura 2.5D na mesa de jogo, enquanto eu defendo que as minis tradicionais de papel são tão boas quanto as de metal ou plástico, as 2.5D podem até eclipsar essas anteriores, em termos de apresentação visual!
Papermodel: é o modelo tridimensional, em papel, de uma figura ou objeto.
Nesse caso a semelhança com o objeto representado é total. Em alguns casos pode se tornar melhor que o original, mas é muito trabalhoso de se montar, muito mais do que pintar uma mini de metal, então não é muito indicado para mesas de RPG, a não ser nos casos de chefões finais, ou no caso de grandes objetos ou props importantes, como castelos, construções, naves espaciais, baús de tesouro, modelos em tamanho real de armas, etc. É para o caso de você se dedicar mesmo a fazer miniaturas. Nesse ponto se passa mais tempo preparando minis do que preparando aventuras e jogando.
O que nos leva ao 2.5D.
2.5D: o modelo tridimensional simplificado, feito de partes bidimensionais posicionadas de forma a dar volume à figura.

Para montar um modelo em 2.5D, basta fazer pequenos cortes nas peças e encaixa-las. O resultado é maior do que a soma das partes, visualmente falando. A parte mais difícil fica por conta do autor, que deve imaginar corretamente, enquanto desenha, como fica a estrutura final do modelo.
As vezes pequenas intervenções em 2.5D tornam a figura extremamente mais realista, como por exemplo dobrar as pontas das asas de modelos de naves espaciais, ou ondular os tentáculos de seres marinhos.
Experimente por uma miniatura 2.5D na mesa de jogo, enquanto eu defendo que as minis tradicionais de papel são tão boas quanto as de metal ou plástico, as 2.5D podem até eclipsar essas anteriores, em termos de apresentação visual!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
O que são minis de papel?
Com a 4ed de D&D tornando as miniaturas obrigatórias para jogar, as minis de papel tem recebido muito mais atenção. Principalmente aqui no Brasil, onde os jogadores tem muito menos recursos, o dólar se valorizou demais e onde todo mundo é mestre na arte da improvisação!
Já apresentei muitos links e até um tutorial sobre como montar as minis de papel, o que falta falar a respeito? Que tal o que são minis de papel? Até agora não falei nada sobre o que são minis de papel, então vou correr com a matéria que está atrasada!
Minis de papel são qualquer tipo de substituto para uma mini de plástico ou metal, feita de papel, obviamente. Até mesmo um pedaço de papel com o nome do PC ou do monstro pode funcionar. Claro, se tiver uma arte bonita do PC ou do monstro no papel fica muito melhor. Nesse caso estamos falando do primeiro tipo de mini de papel: o Counter.
Counter: uma ficha de papel com uma representação do PC/NPC. Do tamanho que ele ocupa na mesa.
Mas isso não se parace tanto assim com uma mini, não é? É só um desenho afinal de contas. Não deveria pelo menos ficar de pé? É possivel fazer isso, montando a ilustração do PC/NPC com frente e costas de modo que ele fique de pé. Posso fazer isso de pelo menos três modos: Usando uma base, montando um triângulo verticalmente e montando um triângulo horizontalmente. Para os dois primeiros casos, chamamos a miniatura de Stand-up. O últimos caso é diferente por que a miniatura vai precisar de três ilustrações, tendo lado direito, lado esquerdo e costas. Nesse caso chamamos a miniatura de tri-fold. Também podem ser chamadas A-Frame Stand-up e Tri-Fold Stand-up, respectivamente.
Stand-up: Uma ficha de papel montada de forma a permanecer vertical, com uma ilustração do PC/NPC de frente e de costas.
Tri-fold: Uma ficha de papel montada no formato de um prisma triangular para permanecer vertical, com ilustração de três faces do personagem: Direita, esquerda e costas.
Muito melhor! Agora essas miniaturas tem uma presença na mesa. Podem ser facilmente manipuladas e armazenadas também. No entanto ainda estão bem distantes em termos de apresentação das miniaturas de plástico e metal. Não precisa ser assim, com mais trabalho as miniaturas de papel podem ser tão ou mais bonitas que as tradicionais. Fazer uma verdadeira mini de papel parece-se com fazer uma Stand-up, mas requer alguns passos a mais:
A figura deve ter frente e costas, caso não tenha costas, pode-se espelhar a frente ou fazer uma silhueta escura para denotar o outro lado. Depois a figura deve ser alinhada, colada e finalmente ser recortada, conforme meu tutorial. Pode- deixar uma margem branca ao redor da figura, mas cortando rente e fazendo o edging a figura fica perfeita. Essa seria a verdadeira mini de papel.
Miniatura de papel: Uma ilustração recortada e montada de modo a se parecer o mais possível com o PC/NPC.
Elas tem a vantagem de ser facilmente reconhecidas pela sua silhueta e se integrar em cenarios mais elaborados perfeitamente:
Terra Force Marines and Fauna by floydski
Ogres and Bandits and Caveworks by onemonkeybeau
E não para por aí! As minis podem ficar bem mais sofisticadas do que isso. Em um próximo post eu vou falar sobre minis 2.5d e modelos de papel. Aguardem!
Já apresentei muitos links e até um tutorial sobre como montar as minis de papel, o que falta falar a respeito? Que tal o que são minis de papel? Até agora não falei nada sobre o que são minis de papel, então vou correr com a matéria que está atrasada!
Minis de papel são qualquer tipo de substituto para uma mini de plástico ou metal, feita de papel, obviamente. Até mesmo um pedaço de papel com o nome do PC ou do monstro pode funcionar. Claro, se tiver uma arte bonita do PC ou do monstro no papel fica muito melhor. Nesse caso estamos falando do primeiro tipo de mini de papel: o Counter.
Counter: uma ficha de papel com uma representação do PC/NPC. Do tamanho que ele ocupa na mesa.Mas isso não se parace tanto assim com uma mini, não é? É só um desenho afinal de contas. Não deveria pelo menos ficar de pé? É possivel fazer isso, montando a ilustração do PC/NPC com frente e costas de modo que ele fique de pé. Posso fazer isso de pelo menos três modos: Usando uma base, montando um triângulo verticalmente e montando um triângulo horizontalmente. Para os dois primeiros casos, chamamos a miniatura de Stand-up. O últimos caso é diferente por que a miniatura vai precisar de três ilustrações, tendo lado direito, lado esquerdo e costas. Nesse caso chamamos a miniatura de tri-fold. Também podem ser chamadas A-Frame Stand-up e Tri-Fold Stand-up, respectivamente.
Stand-up: Uma ficha de papel montada de forma a permanecer vertical, com uma ilustração do PC/NPC de frente e de costas.
Tri-fold: Uma ficha de papel montada no formato de um prisma triangular para permanecer vertical, com ilustração de três faces do personagem: Direita, esquerda e costas.Muito melhor! Agora essas miniaturas tem uma presença na mesa. Podem ser facilmente manipuladas e armazenadas também. No entanto ainda estão bem distantes em termos de apresentação das miniaturas de plástico e metal. Não precisa ser assim, com mais trabalho as miniaturas de papel podem ser tão ou mais bonitas que as tradicionais. Fazer uma verdadeira mini de papel parece-se com fazer uma Stand-up, mas requer alguns passos a mais:
A figura deve ter frente e costas, caso não tenha costas, pode-se espelhar a frente ou fazer uma silhueta escura para denotar o outro lado. Depois a figura deve ser alinhada, colada e finalmente ser recortada, conforme meu tutorial. Pode- deixar uma margem branca ao redor da figura, mas cortando rente e fazendo o edging a figura fica perfeita. Essa seria a verdadeira mini de papel.
Miniatura de papel: Uma ilustração recortada e montada de modo a se parecer o mais possível com o PC/NPC.
Elas tem a vantagem de ser facilmente reconhecidas pela sua silhueta e se integrar em cenarios mais elaborados perfeitamente:
Ogres and Bandits and Caveworks by onemonkeybeauE não para por aí! As minis podem ficar bem mais sofisticadas do que isso. Em um próximo post eu vou falar sobre minis 2.5d e modelos de papel. Aguardem!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Montando miniaturas de papel
Já listei onde conseguir miniaturas de papel, agora vou mostrar como monta-las de forma que fiquem tão boas ou melhores do que as de metal/plástico. Estou usando os monstros grátis do One-Monk como exemplo.
Embora eu imprima as miniaturas em papel ofício mesmo (75g/m2), o ideal é imprimir em um papel mais durável como papel fotográfico, de preferência 180g/m2 a 220g/m2. Essa medida é a gramatura do papel, que corresponde mais ou menos a sua espessura e resistência. Eu prefiro impressora laser, mas tem quem diga que nas inkjets as gradações e cores fiquem mais suaves e naturais.

O próximo passo é dobrar a folha para alinhar as duas faces da figura. Essa folha tem uma borda preta mais espessa na parte de trás para dar uma margem de tolerância no alinhamento, mas não dá para contar com isso sempre. Confira o alinhamento contra a luz. Vinque bem a dobra para não deslocar o alinhamento depois de conferido.

A maior parte dos modelistas utiliza cola branca ou bastão, se forem por esta rota, vão ter que esperar a cola secar. Para não ocorrer ondulações, usem bem pouca cola, bem espalhada. Eu tenho um truque para resolver esses problemas: no lugar de cola, uso fita adesiva dupla face. Gruda instantaneamente, não cria ondulações e não precisa esperar secar para cortar. Pressione bem as figuras para não criar bolhas de ar. A película que separa as partes da fita serve para pressionar as figuras sem danificar a impressão.

Cortando as figuras: embora seja possível cortar as figuras usando tesoura, é muito trabalhoso e não se consegue um nível de detalhamento tão bom. Quando eu comecei, usava um estilete em cima de uma superfície de vidro. Já é bom e preciso o suficiente. Quando entrei de cabeça nesse hobby investi em x-acto knifes e uma superfície de corte. Não é muito caro e rende na produtividade.

Para cortar as figuras, se começa o corte nas reentrâncias e se vai seguindo o contorno da figura. A melhor explicação que eu já vi é esse gráfico que Floyd postou no Fórum do One-monk, as setas vermelhas denotam a direção de corte inicial e as azuis o trajeto da lâmina:

Depois de recortadas, mais um truque para deixar as minis de papel com um acabamento perfeito: passe uma canetinha preta na borda da figura, para eliminar o branco do papel na borda, o 'flashing', essa técnica é chamada de 'edging'. Claro que se a figura tiver bordas brancas isso é desnecessário, mas figuram com bordas pretas tem uma presença bem melhor na mesa, como se fossem miniaturas mesmo, e não peças de jogo.
Para fazer as bases das figuras, eu recomendo de novo o site do One-monk, que tem dezenas de texturas diferentes de bases para baixar. E eis aqui o resultado final, já que meu tutorial foi com aranhas gigantes, nada melhor do que um halfling para enfrentá-las:

Veja como as aranhas parecem realmente miniaturas, enquanto a borda branca ao redor do halfling atrapalha um pouco o visual da cena. Ainda assim são miniaturas que os seus jogadores vão gostar muito de usar. Com algumas alterações, dá para modifica-las para ter o equipamento e vestimenta iguais aos PCs, se você tiver um pouco de perícia no uso do GIMP ou assemelhados. De repente desenhar miniaturas de papel rende um próximo post.
Embora eu imprima as miniaturas em papel ofício mesmo (75g/m2), o ideal é imprimir em um papel mais durável como papel fotográfico, de preferência 180g/m2 a 220g/m2. Essa medida é a gramatura do papel, que corresponde mais ou menos a sua espessura e resistência. Eu prefiro impressora laser, mas tem quem diga que nas inkjets as gradações e cores fiquem mais suaves e naturais.
O próximo passo é dobrar a folha para alinhar as duas faces da figura. Essa folha tem uma borda preta mais espessa na parte de trás para dar uma margem de tolerância no alinhamento, mas não dá para contar com isso sempre. Confira o alinhamento contra a luz. Vinque bem a dobra para não deslocar o alinhamento depois de conferido.
A maior parte dos modelistas utiliza cola branca ou bastão, se forem por esta rota, vão ter que esperar a cola secar. Para não ocorrer ondulações, usem bem pouca cola, bem espalhada. Eu tenho um truque para resolver esses problemas: no lugar de cola, uso fita adesiva dupla face. Gruda instantaneamente, não cria ondulações e não precisa esperar secar para cortar. Pressione bem as figuras para não criar bolhas de ar. A película que separa as partes da fita serve para pressionar as figuras sem danificar a impressão.
Cortando as figuras: embora seja possível cortar as figuras usando tesoura, é muito trabalhoso e não se consegue um nível de detalhamento tão bom. Quando eu comecei, usava um estilete em cima de uma superfície de vidro. Já é bom e preciso o suficiente. Quando entrei de cabeça nesse hobby investi em x-acto knifes e uma superfície de corte. Não é muito caro e rende na produtividade.
Para cortar as figuras, se começa o corte nas reentrâncias e se vai seguindo o contorno da figura. A melhor explicação que eu já vi é esse gráfico que Floyd postou no Fórum do One-monk, as setas vermelhas denotam a direção de corte inicial e as azuis o trajeto da lâmina:
Depois de recortadas, mais um truque para deixar as minis de papel com um acabamento perfeito: passe uma canetinha preta na borda da figura, para eliminar o branco do papel na borda, o 'flashing', essa técnica é chamada de 'edging'. Claro que se a figura tiver bordas brancas isso é desnecessário, mas figuram com bordas pretas tem uma presença bem melhor na mesa, como se fossem miniaturas mesmo, e não peças de jogo.
Para fazer as bases das figuras, eu recomendo de novo o site do One-monk, que tem dezenas de texturas diferentes de bases para baixar. E eis aqui o resultado final, já que meu tutorial foi com aranhas gigantes, nada melhor do que um halfling para enfrentá-las:
Veja como as aranhas parecem realmente miniaturas, enquanto a borda branca ao redor do halfling atrapalha um pouco o visual da cena. Ainda assim são miniaturas que os seus jogadores vão gostar muito de usar. Com algumas alterações, dá para modifica-las para ter o equipamento e vestimenta iguais aos PCs, se você tiver um pouco de perícia no uso do GIMP ou assemelhados. De repente desenhar miniaturas de papel rende um próximo post.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Aventuras Fantásticas
Se você é da velha guarda do RPG e começou a jogar no século passado como eu, a chance é grande que tenha conhecido os fundamentos do RPG nos livros-jogo de Aventuras Fantásticas. Esses livrinhos de lombada verde foram uma febre na época e podem ter sido o primeiro sistema de RPG a ser publicado no Brasil.
Naquela época não existia D&D, Vampiro, Lobisomem, nem mesmo GURPS por aqui, mas você já podia pegar uma espada, provisões, uma poção de sorte, e se aventurar em Dungeons cheias de Orcs, Goblins, Feiticeiros e até Dragões! Isso se você estivesse disposto a seguir as instruções do livro como:
E era até possível lutar contra os monstros, usando um sistema de combate com dados!
Esses livrinhos são criação de dois grandes nomes do RPG, Steve Jackson (não o americano, criador de GURPS, mas sim outro Steve Jackson, inglês) e Ian Livingstone. Juntos ele criaram um cenário cativante, onde muitos jogadores brasileiros começaram suas aventuras. A maior parte dos livrinhos se passa no mundo de Titan, dividido nos continentes de Allansia, Khul e o Mundo Antigo.
Depois dos livros jogos eles criaram um RPG completo baseado nesse mundo, com um sistema descrito no livro Dungeoneer e ampliado no livro Blacksand, cenário descrito no livro Titan e bestiário descrito no livro Out of the Pit. Além desses o último da série não foi lançado no Brasil e é bastante procurado por fãs: Allansia traz novas regras e mais um capítulo (o final?) da saga de Sargon, Alto Sacerdote de Elim.

Eu, como muitos RPGistas, comecei chutando as bundas dos goblins de Xortan Throg, no resgate da Princesa Sarissa de Salamonis (na verdade comecei mestrando essa aventura). E depois os personagens passaram a lutar com os vilões de Allansia como o infame Lorde Azzur de Porto Blacksand, Shareela a Feiticeira da Neve, Malbourdus o filho da tempestade, Razaak o que não morre, o Saqueador de Charadas e outros.
E mesmo depois de tanto tempo, o mundo de Titan não foi abandonado, pelo menos lá fora. Uma nova editora está relançando os livros de Fighting Fantasy, o título original da série de livros jogos, saíram adaptações para d20 dos livros jogos, inclusive aqui no Brasil, e os fãs montaram páginas e mais páginas sobre a série, uma wiki, e até grupos de discussão com bastante material original sobre Titan. Até mesmo eu estou fazendo uma adaptação para GURPS.
Saudades das minhas Aventuras Fantásticas...
Naquela época não existia D&D, Vampiro, Lobisomem, nem mesmo GURPS por aqui, mas você já podia pegar uma espada, provisões, uma poção de sorte, e se aventurar em Dungeons cheias de Orcs, Goblins, Feiticeiros e até Dragões! Isso se você estivesse disposto a seguir as instruções do livro como:
323
Depois de alguns metros, você chega a outra junção de três caminhos. Você pode ir na direção norte (volte para 8) ou na direção leste (volte para 255).E era até possível lutar contra os monstros, usando um sistema de combate com dados!
Esses livrinhos são criação de dois grandes nomes do RPG, Steve Jackson (não o americano, criador de GURPS, mas sim outro Steve Jackson, inglês) e Ian Livingstone. Juntos ele criaram um cenário cativante, onde muitos jogadores brasileiros começaram suas aventuras. A maior parte dos livrinhos se passa no mundo de Titan, dividido nos continentes de Allansia, Khul e o Mundo Antigo.
Depois dos livros jogos eles criaram um RPG completo baseado nesse mundo, com um sistema descrito no livro Dungeoneer e ampliado no livro Blacksand, cenário descrito no livro Titan e bestiário descrito no livro Out of the Pit. Além desses o último da série não foi lançado no Brasil e é bastante procurado por fãs: Allansia traz novas regras e mais um capítulo (o final?) da saga de Sargon, Alto Sacerdote de Elim.
Eu, como muitos RPGistas, comecei chutando as bundas dos goblins de Xortan Throg, no resgate da Princesa Sarissa de Salamonis (na verdade comecei mestrando essa aventura). E depois os personagens passaram a lutar com os vilões de Allansia como o infame Lorde Azzur de Porto Blacksand, Shareela a Feiticeira da Neve, Malbourdus o filho da tempestade, Razaak o que não morre, o Saqueador de Charadas e outros.
E mesmo depois de tanto tempo, o mundo de Titan não foi abandonado, pelo menos lá fora. Uma nova editora está relançando os livros de Fighting Fantasy, o título original da série de livros jogos, saíram adaptações para d20 dos livros jogos, inclusive aqui no Brasil, e os fãs montaram páginas e mais páginas sobre a série, uma wiki, e até grupos de discussão com bastante material original sobre Titan. Até mesmo eu estou fazendo uma adaptação para GURPS.
Saudades das minhas Aventuras Fantásticas...
terça-feira, 25 de novembro de 2008
GURPS Holy Day
Esse fim de semana foi o GURPS Holy Day, um dia pra todos jogadores de GURPS se organizarem, jogarem e principalmente divulgarem o sistema. O impressionante é que diferente de outros eventos parecidos, esse foi uma iniciativa de fãs, sem patrocínio, iniciada por Luciano Abel de Porto alegre, que mobilizou os jogadores pra jogar. Como mestre de GURPS fiel, eu não podia deixar de participar.
Nesse ponto quero agradecer muito o Gabriel da Livraria Pendragon, que cedeu o espaço e deu uma força na divulgação. E a participação dos antigões de GURPS daqui como o Eduardo Caetano e o Alexandre do blog RPGista.
No começo da organização do Holy Day, eu não levei muita fé. Mas agilidade dos organizadores em por um bom site no ar, com material de divulgação para baixar e fórum para organizar me convenceu. Me inscrevi para organizar o núcleo de Brasilia do evento, jurando que iam aparecer no máximo um ou dois outros jogadores no dia. Logo a resposta à divulgação me surpreendeu. A divulgação no Orkut logo atraíu vários jogadores de GURPS das antigas, curiosos para ver esse revival do sistema.

Me preparei durante semanas no meu tempo livre, perturbando a rotina aqui de casa com noites absorvido na criação dos personagens pré prontos, adaptando os NPCs de Dungeonner para GURPS, imprimindo os GURPS-Lite de brinde, imprimindo e recortando as miniaturas de papel, etc. No dia sagrado do GURPS, fui para a Pendragon com o material, os livros, os dados, encontrei o Eduardo, que combinou mestrar outra mesa, e esperei os jogadores chegarem.
E esperei.
Logo minhas esperanças foram diminuindo, a chuva pareceu afugentar os participantes e só chegaram os dois mestres e um jogador, quando disse pra entrarmos na loja e pegar a mesa, que estava com uma gurizada jogando pokemon. Foi aí que tirei minha carta da manga e comecei a pôr na mesa as fichas com ilustrações dos PCs, e as miniaturas de papel combinando com as fichas, o tabuleiro, os livros e começando a explicar o cenário e as regras pro único jogador. Logo vi que os jogadores de pokemon ficaram interessados e dei as fichas pra eles escolherem um personagem. Depois de alguns minutos eu tinha angariado mais três jogadores!

Os retardatários chegaram antes que eu terminasse de explicar as regras para os novatos e quando começamos, tinha uma mesa cheia, com sete jogadores mais o mestre. Comecei a me preocupar menos com a falta de jogadores e mais com a falta de minis de goblins e orcs para eles massacrarem! Mestrei a aventura "A Torre do Feiticeiro" do antigo Dungeoneer (aguardem um post sobre Aventuras fantásticas em breve) e conseguimos matar o feiticeiro logo depois de eu prometer para a mãe dos jogadores iniciantes que o jogo demoraria só mais meia hora. Dei os brindes para os iniciantes e pude bater um papo com os antigos jogadores de GURPS que apareceram no evento e espero que mais partidas saiam desse contato.

Nesse ponto quero agradecer muito o Gabriel da Livraria Pendragon, que cedeu o espaço e deu uma força na divulgação. E a participação dos antigões de GURPS daqui como o Eduardo Caetano e o Alexandre do blog RPGista.
No começo da organização do Holy Day, eu não levei muita fé. Mas agilidade dos organizadores em por um bom site no ar, com material de divulgação para baixar e fórum para organizar me convenceu. Me inscrevi para organizar o núcleo de Brasilia do evento, jurando que iam aparecer no máximo um ou dois outros jogadores no dia. Logo a resposta à divulgação me surpreendeu. A divulgação no Orkut logo atraíu vários jogadores de GURPS das antigas, curiosos para ver esse revival do sistema.
Me preparei durante semanas no meu tempo livre, perturbando a rotina aqui de casa com noites absorvido na criação dos personagens pré prontos, adaptando os NPCs de Dungeonner para GURPS, imprimindo os GURPS-Lite de brinde, imprimindo e recortando as miniaturas de papel, etc. No dia sagrado do GURPS, fui para a Pendragon com o material, os livros, os dados, encontrei o Eduardo, que combinou mestrar outra mesa, e esperei os jogadores chegarem.
E esperei.
Logo minhas esperanças foram diminuindo, a chuva pareceu afugentar os participantes e só chegaram os dois mestres e um jogador, quando disse pra entrarmos na loja e pegar a mesa, que estava com uma gurizada jogando pokemon. Foi aí que tirei minha carta da manga e comecei a pôr na mesa as fichas com ilustrações dos PCs, e as miniaturas de papel combinando com as fichas, o tabuleiro, os livros e começando a explicar o cenário e as regras pro único jogador. Logo vi que os jogadores de pokemon ficaram interessados e dei as fichas pra eles escolherem um personagem. Depois de alguns minutos eu tinha angariado mais três jogadores!
Os retardatários chegaram antes que eu terminasse de explicar as regras para os novatos e quando começamos, tinha uma mesa cheia, com sete jogadores mais o mestre. Comecei a me preocupar menos com a falta de jogadores e mais com a falta de minis de goblins e orcs para eles massacrarem! Mestrei a aventura "A Torre do Feiticeiro" do antigo Dungeoneer (aguardem um post sobre Aventuras fantásticas em breve) e conseguimos matar o feiticeiro logo depois de eu prometer para a mãe dos jogadores iniciantes que o jogo demoraria só mais meia hora. Dei os brindes para os iniciantes e pude bater um papo com os antigos jogadores de GURPS que apareceram no evento e espero que mais partidas saiam desse contato.
No final só posso dizer que o evento foi um sucesso. Divulgamos o sistema para vários iniciantes, aproveitamos um excelente relacionamento com a Livraria Pendragon e reunimos vários antigos jogadores de GURPS para trocar contato. Pouca coisa poderia ser melhor.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Miniaturas de Papel
Comecei este blog por que estava postando muita coisa de RPG no meu LiveJournal, e tenho intenção de migrar todos aqueles posts pra cá. Como quero gerar conteúdo novo também, vou alternar entre um post reciclado e um novo até esgotar os posts antigos. Vou reciclar dois de cada vez para terminar logo. Então vamos falar de Papercraft:
Publicado originalmente 01/09/08
Uma coisa que eu gosto é papercraft: especificamente miniaturas de papel.
Comecei muito cedo com o ORIGAMI do Paulo Imamura e Mari Kanegae, que já está gastinho de tanto uso. E durante muito tempo só fiz origamis tradicionais, sem cortes, em papel quadrado.
Eu já conhecia as minis de papel da SJGames, mas não tinha comprado ou me interessado muito.
Então, quando conheci o RPG Furry Ironclaw, encontrei uma página de pequenas miniaturas de papel para usar. Só imprimir e colorir. Achei a idéia ótima, já que já flertava com o uso de miniaturas no RPG há algum tempo, mas pegando as minis de kinder-ovo que mais se parecessem com os personagens que eu queria. Infelizmente, mesmo juntando os recursos do grupo todo isso dava só um punhado de miniaturas.
Mas vasculhando a rede comecei a encontrar todo um mundo de recursos para utilizar miniaturas de papel no RPG. Mesmo a proliferação das miniaturas do D&D ou heroclicks rendia bons frutos, por que as companhias estavam pondo terrenos para montar e usar com suas miniaturas na rede. Comecei a coletar terrenos para fantasia medieval, e coletar deckplans de naves espaciais para usar em campanhas de ficção científica.
E fui guardando essas coisas, mesmo por que não tenho conseguido jogar RPG. Até encontrar a cena rpgística da capital federal. Consegui mestrar Transhuman Space usando os deckplans de Traveller e as minis de FC do Graywolf. Desde então comecei a pôr em movimento todas as coisas que eu tinha colocado na gavetinha do "para fazer quando eu voltar a jogar". Coloquei as minhas fichas e páginas de RPG no ar, como disse no post anterior e no caminho inverso, comecei a imprimir e montar as coisas de RPG que eu tinha guardado no computador. O resultado está saindo legal:
Tenho umas idéias na cabeça, que como vão custar (pouco) dinheiro, ainda estão arquivadas para o caso de eu montar um grupo fixo de RPG por aqui.
Publicado originalmente 30/10/08
Estou começando a entrar de cabeça no hobby das miniaturas de papel. Desde que escrevi a respeito já fiz muito mais miniaturas (mais de uma centena já) e me equipei mais.
Estava eu recortando minhas miniaturas com um estilete comum uma noite e a Fer me sugeriu que eu usasse a x-acto knife dela. Eu sabia que ela tinha e que os outros hobbistas costumavam usar, mas nunca tinha me ocorrido experimentar, que diferença! Muito mais precisa e mais fácil de usar. Peguei emprestada em carácter permanente. E para que as lâminas durassem mais, encomendei uma base de corte junto com os materiais de desenho da Fer. Não me segurei e já experimentei no horário do almoço. Ela oferece mais resitência do que o vidro que eu estava usando, mas permite mais controle e faz a lâmina durar mais. Agora estou praticamente um profissional!
O Phil Souza do blog dados limpos me perguntou sobre as miniaturas e passei uma listinha de sites pra ele. Mas como é no Twitter, não tem espaço em 140 caracteres para todos os sites que eu gostaria de passar. Como eu já tinha falado dos sites de terrenos no meu post anterior, vou falar agora de onde eu tirei minhas miniaturas de personagens e monstros.
Em primeiro lugar, tenho que mencionar o site de Jean Crusiau , que praticamente começou com o hobby de miniaturas de papel e que disponibiliza centenas de personagens e monstros, não só para imprimir, mas também para modificar. O que nos leva aos grupos do yahoo especializados em miniaturas, começando pelo próprio Brabantini do Jean Crusiau, e os vários grupos especializados em modificar as figuras dele. Deste grupo se formou uma colaboração de desenhistas que começaram a fazer uma competição periódica de figuras de papel: o MMiP showcase, de onde eu tirei o meu dragão. E o Paper Figures group que parece ser o atual local de referência dos desenhistas. Claro que cada um desses grupos tem uma página de links com muito mais links do que eu estou passando aqui. Entrar nisso é uma aventura!
E outros desenhistas também colocaram seu trabalho disponível em páginas próprias, como Shadowolf , Scarecrow , One-monk e o pessoal da Oversoul Games que não só colocou minis e tabuleiros mas jogos inteiros para baixar. Eu já imprimi todo o Dungeon Plungin' e estou começando a recortar e colar todas as peças.
Até me aventurei a desenhar minis, frequentando o fórum do One-monk vi que ele tinha voltado a fazer as coletâneas de desenhistas como na época do MMiP Showcase, e desenhei e enviei uma que eu não conseguia encontrar em lugar nenhum: Um esqueleto de Tiranossauro que eu pretendo usar quando mestrar de novo a aventura introdutória do Dungeoneer, mas isso já é outra história, para outro post.
Publicado originalmente 01/09/08
Uma coisa que eu gosto é papercraft: especificamente miniaturas de papel.
Comecei muito cedo com o ORIGAMI do Paulo Imamura e Mari Kanegae, que já está gastinho de tanto uso. E durante muito tempo só fiz origamis tradicionais, sem cortes, em papel quadrado.
Eu já conhecia as minis de papel da SJGames, mas não tinha comprado ou me interessado muito.
Então, quando conheci o RPG Furry Ironclaw, encontrei uma página de pequenas miniaturas de papel para usar. Só imprimir e colorir. Achei a idéia ótima, já que já flertava com o uso de miniaturas no RPG há algum tempo, mas pegando as minis de kinder-ovo que mais se parecessem com os personagens que eu queria. Infelizmente, mesmo juntando os recursos do grupo todo isso dava só um punhado de miniaturas.
Mas vasculhando a rede comecei a encontrar todo um mundo de recursos para utilizar miniaturas de papel no RPG. Mesmo a proliferação das miniaturas do D&D ou heroclicks rendia bons frutos, por que as companhias estavam pondo terrenos para montar e usar com suas miniaturas na rede. Comecei a coletar terrenos para fantasia medieval, e coletar deckplans de naves espaciais para usar em campanhas de ficção científica.
Minis do Models & Miniatures in Paper Showcase,
Dragão do One-monk, esqueletos do Shadowolf.
E fui guardando essas coisas, mesmo por que não tenho conseguido jogar RPG. Até encontrar a cena rpgística da capital federal. Consegui mestrar Transhuman Space usando os deckplans de Traveller e as minis de FC do Graywolf. Desde então comecei a pôr em movimento todas as coisas que eu tinha colocado na gavetinha do "para fazer quando eu voltar a jogar". Coloquei as minhas fichas e páginas de RPG no ar, como disse no post anterior e no caminho inverso, comecei a imprimir e montar as coisas de RPG que eu tinha guardado no computador. O resultado está saindo legal:
Tenho umas idéias na cabeça, que como vão custar (pouco) dinheiro, ainda estão arquivadas para o caso de eu montar um grupo fixo de RPG por aqui.
Publicado originalmente 30/10/08
Estou começando a entrar de cabeça no hobby das miniaturas de papel. Desde que escrevi a respeito já fiz muito mais miniaturas (mais de uma centena já) e me equipei mais.
Estava eu recortando minhas miniaturas com um estilete comum uma noite e a Fer me sugeriu que eu usasse a x-acto knife dela. Eu sabia que ela tinha e que os outros hobbistas costumavam usar, mas nunca tinha me ocorrido experimentar, que diferença! Muito mais precisa e mais fácil de usar. Peguei emprestada em carácter permanente. E para que as lâminas durassem mais, encomendei uma base de corte junto com os materiais de desenho da Fer. Não me segurei e já experimentei no horário do almoço. Ela oferece mais resitência do que o vidro que eu estava usando, mas permite mais controle e faz a lâmina durar mais. Agora estou praticamente um profissional!
O Phil Souza do blog dados limpos me perguntou sobre as miniaturas e passei uma listinha de sites pra ele. Mas como é no Twitter, não tem espaço em 140 caracteres para todos os sites que eu gostaria de passar. Como eu já tinha falado dos sites de terrenos no meu post anterior, vou falar agora de onde eu tirei minhas miniaturas de personagens e monstros.
Em primeiro lugar, tenho que mencionar o site de Jean Crusiau , que praticamente começou com o hobby de miniaturas de papel e que disponibiliza centenas de personagens e monstros, não só para imprimir, mas também para modificar. O que nos leva aos grupos do yahoo especializados em miniaturas, começando pelo próprio Brabantini do Jean Crusiau, e os vários grupos especializados em modificar as figuras dele. Deste grupo se formou uma colaboração de desenhistas que começaram a fazer uma competição periódica de figuras de papel: o MMiP showcase, de onde eu tirei o meu dragão. E o Paper Figures group que parece ser o atual local de referência dos desenhistas. Claro que cada um desses grupos tem uma página de links com muito mais links do que eu estou passando aqui. Entrar nisso é uma aventura!
E outros desenhistas também colocaram seu trabalho disponível em páginas próprias, como Shadowolf , Scarecrow , One-monk e o pessoal da Oversoul Games que não só colocou minis e tabuleiros mas jogos inteiros para baixar. Eu já imprimi todo o Dungeon Plungin' e estou começando a recortar e colar todas as peças.
Até me aventurei a desenhar minis, frequentando o fórum do One-monk vi que ele tinha voltado a fazer as coletâneas de desenhistas como na época do MMiP Showcase, e desenhei e enviei uma que eu não conseguia encontrar em lugar nenhum: Um esqueleto de Tiranossauro que eu pretendo usar quando mestrar de novo a aventura introdutória do Dungeoneer, mas isso já é outra história, para outro post.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Preparando uma aventura para um encontro
Com a aproximação do GURPS Holy Day, reuni todas as coisas que aprendi a respeito de mestrar aventuras em encontros para me preparar para esse. Organizando o Holy day de Brasília já me perguntaram várias coisas que eu aprendi do jeito difícil e vou passar pra vocês.
Um encontro não é uma aventura normal que se joga com os amigos num final de semana, em que tu podes perder tempo conversando bobagem, demorar horas criando os personagens e fazer o que der na telha de aventura. Tu vais jogar com pessoas que nunca viu antes, que tem diferentes noções pré-concebidas a respeito de RPG, cenários, interpretação, etc. Pra sobreviver a esses encontros vou dar umas dicas que eu aprendi errando pra ver se eu salvo alguns GMs de cometer os mesmos erros.
Primeiro: Personagens pré prontos. A mais importante dica é trazer os personagens de casa. Ninguém quer passar três horas fazendo um personagem e uma hora jogando. O pessoal que vai no encontro quer se divertir, e fazer personagem não é a parte mais divertida do jogo. (Bom, para alguns é, mas se fosse para fazer personagem, dava pra ficar em casa ao invés de ir ao evento.) Isso também evita que apareçam personagens que estraguem a aventura. Mesmo não intencionalmente, um jogador pode aparecer com um personagem que tenha uma habilidade que resolva a aventura de horas em poucos minutos. Prepare-se pra que isso não aconteça.
Segundo: Conheça bem o que vai mestrar. Não invente de jogar no encontro aquele cenário super legal que o teu grupo de jogadores não quis jogar contigo. No encontro tu vais estar lidando com muitas variáveis desconhecidas pra complicar teu jogo com mais uma. Mestre algum cenário que tu conheças profundamente, de preferência em uma aventura que tu já tenhas mestrado antes. Se tu puderes responder qualquer pergunta sobre o cenário, e vão haver várias, sem abrir nenhum livro é o ideal. Se tu puderes mestrar sem nenhuma parada pra consultar as regras, melhor ainda.
Terceiro: Treine improvisação. Improvisação não é algo que acontece quando tu não se preparou pra uma situação, é uma situação pra qual tu tens que se preparar. Qualquer coisa pode acontecer quando um grupo de estranhos decide qual vai ser o rumo da história que tu estás contando. Se prepare para essas contingências! Imagine de antemão quando e como os aventureiros podem alterar os rumos da aventura, imagine como lidar com os piores casos possíveis. E se eles matarem o NPC essencial pra terminar a aventura? E se eles destruirem pistas vitais ou nunca toparem com elas? Se prepare para colocar a aventura de volta aos eixos sem forçar a barra. Não adianta culpar os PCs por eles não terem tomado a solução que tu imaginou para a aventura.
Quarto: Prepare bem a aventura. Se tu vais mestrar uma aventura publicada, leia bem ela antes de ir para o encontro. Tenha anotações dos stats dos NPCs e monstros. Role alguns encontros contra os PCs que tu aprontou se possível. Principalmente o chefão final, se existe. Pouca gente gosta de terminar o último chefão em uma série de ataques ou de um TPK (Total Party Kill - Matar todo grupo) no final da aventura. Pior ainda é um TPK no começo! Veja os pontos da aventura em que os jogadores podem ter problemas e prepare mais de uma solução pra cada um. (Veja item anterior, treinar improvisação).
Quinto e mais importante: Seja legal! Tu podes ser um mestre que gosta de aventuras cheias de interpretação e NPCs envolventes e pegar um grupo de PCs que veio pro encontro matar, pilhar e destruir. E vice versa! Divirta-se do jeito que os seus jogadores estiverem se divertindo. Lembre-se que não existe maneira errada de jogar. Esteja preparado para ensinar as regras, explicar o cenário, e até mesmo explicar o que é RPG! O melhor meio de fazer nosso hobby crescer é fazer mais jogadores. E isso se faz ensinando gente nova a jogar, e fazendo com que essas pessoas gostem de ter jogado. Prepare para cada PC algo na aventura pra ele fazer e ter os holofotes em cima, para o jogador sentir que fez parte do jogo. Brindes são legais também. Quase todos os sistemas tem coisas legais pra baixar e distribuir em eventos. Seja manuais do sistema, fichas de personagem bonitinhas com ilustrações dos PCs pra levar pra casa ou miniaturas de papel dos PCs.
Um encontro não é uma aventura normal que se joga com os amigos num final de semana, em que tu podes perder tempo conversando bobagem, demorar horas criando os personagens e fazer o que der na telha de aventura. Tu vais jogar com pessoas que nunca viu antes, que tem diferentes noções pré-concebidas a respeito de RPG, cenários, interpretação, etc. Pra sobreviver a esses encontros vou dar umas dicas que eu aprendi errando pra ver se eu salvo alguns GMs de cometer os mesmos erros.
Primeiro: Personagens pré prontos. A mais importante dica é trazer os personagens de casa. Ninguém quer passar três horas fazendo um personagem e uma hora jogando. O pessoal que vai no encontro quer se divertir, e fazer personagem não é a parte mais divertida do jogo. (Bom, para alguns é, mas se fosse para fazer personagem, dava pra ficar em casa ao invés de ir ao evento.) Isso também evita que apareçam personagens que estraguem a aventura. Mesmo não intencionalmente, um jogador pode aparecer com um personagem que tenha uma habilidade que resolva a aventura de horas em poucos minutos. Prepare-se pra que isso não aconteça.
Segundo: Conheça bem o que vai mestrar. Não invente de jogar no encontro aquele cenário super legal que o teu grupo de jogadores não quis jogar contigo. No encontro tu vais estar lidando com muitas variáveis desconhecidas pra complicar teu jogo com mais uma. Mestre algum cenário que tu conheças profundamente, de preferência em uma aventura que tu já tenhas mestrado antes. Se tu puderes responder qualquer pergunta sobre o cenário, e vão haver várias, sem abrir nenhum livro é o ideal. Se tu puderes mestrar sem nenhuma parada pra consultar as regras, melhor ainda.
Terceiro: Treine improvisação. Improvisação não é algo que acontece quando tu não se preparou pra uma situação, é uma situação pra qual tu tens que se preparar. Qualquer coisa pode acontecer quando um grupo de estranhos decide qual vai ser o rumo da história que tu estás contando. Se prepare para essas contingências! Imagine de antemão quando e como os aventureiros podem alterar os rumos da aventura, imagine como lidar com os piores casos possíveis. E se eles matarem o NPC essencial pra terminar a aventura? E se eles destruirem pistas vitais ou nunca toparem com elas? Se prepare para colocar a aventura de volta aos eixos sem forçar a barra. Não adianta culpar os PCs por eles não terem tomado a solução que tu imaginou para a aventura.
Quarto: Prepare bem a aventura. Se tu vais mestrar uma aventura publicada, leia bem ela antes de ir para o encontro. Tenha anotações dos stats dos NPCs e monstros. Role alguns encontros contra os PCs que tu aprontou se possível. Principalmente o chefão final, se existe. Pouca gente gosta de terminar o último chefão em uma série de ataques ou de um TPK (Total Party Kill - Matar todo grupo) no final da aventura. Pior ainda é um TPK no começo! Veja os pontos da aventura em que os jogadores podem ter problemas e prepare mais de uma solução pra cada um. (Veja item anterior, treinar improvisação).
Quinto e mais importante: Seja legal! Tu podes ser um mestre que gosta de aventuras cheias de interpretação e NPCs envolventes e pegar um grupo de PCs que veio pro encontro matar, pilhar e destruir. E vice versa! Divirta-se do jeito que os seus jogadores estiverem se divertindo. Lembre-se que não existe maneira errada de jogar. Esteja preparado para ensinar as regras, explicar o cenário, e até mesmo explicar o que é RPG! O melhor meio de fazer nosso hobby crescer é fazer mais jogadores. E isso se faz ensinando gente nova a jogar, e fazendo com que essas pessoas gostem de ter jogado. Prepare para cada PC algo na aventura pra ele fazer e ter os holofotes em cima, para o jogador sentir que fez parte do jogo. Brindes são legais também. Quase todos os sistemas tem coisas legais pra baixar e distribuir em eventos. Seja manuais do sistema, fichas de personagem bonitinhas com ilustrações dos PCs pra levar pra casa ou miniaturas de papel dos PCs.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Quem é o Professor Alabarda?
O Professor Alabarda sou eu, Tiago Hackbarth. Na verdade é só uma brincadeira com meu nome, Tiago é traduzido como Didacus em Latim, assim como é James em inglês e Jacob em hebraico. Didacus significa sábio, professor. Alabarda é a tradução do meu sobrenome do Alemão original. Ou halberd em inglês, vê a semelhança? Originalmente Hacke é machado e Barthaar é barba, ou machado barbado, que é outra arma. Mas também pode ser Halm, haste e Barte, machado, ou seja machado de haste.
Depois dessa lição de linguística, já aviso, Professor Alabarda não é nenhum personagem unidimensional, com voz engraçada e código moral, etc, nos moldes que aparecem nas páginas de cartas de revistas de RPG brasileiras. É só um trocadilho, sou eu, Tiago, que joga RPG e mestra GURPS e tem um monte de outros interesses. Ele não tem uma sala de aula cheia de mestres iniciantes de RPG ansiosos pra aprender truques, nem é um velho musculoso de barba branca e óculos que chega carregando uma arma de haste na sala de aula, embora a imagem seja muito legal.
Aqui vou postar as minhas opiniões a respeito de RPG, minhas dicas de anos mestrando, minhas histórias com meus jogadores, os links que eu encontrar e forem interessantes. Vai ser um lugar para organizar tudo que eu fizer com respeito RPG.
Bem vindos e sentem-se pra aula. Não vai haver chamada, mas quem quiser sair vai ter que se ver comigo!
Depois dessa lição de linguística, já aviso, Professor Alabarda não é nenhum personagem unidimensional, com voz engraçada e código moral, etc, nos moldes que aparecem nas páginas de cartas de revistas de RPG brasileiras. É só um trocadilho, sou eu, Tiago, que joga RPG e mestra GURPS e tem um monte de outros interesses. Ele não tem uma sala de aula cheia de mestres iniciantes de RPG ansiosos pra aprender truques, nem é um velho musculoso de barba branca e óculos que chega carregando uma arma de haste na sala de aula, embora a imagem seja muito legal.
Aqui vou postar as minhas opiniões a respeito de RPG, minhas dicas de anos mestrando, minhas histórias com meus jogadores, os links que eu encontrar e forem interessantes. Vai ser um lugar para organizar tudo que eu fizer com respeito RPG.
Bem vindos e sentem-se pra aula. Não vai haver chamada, mas quem quiser sair vai ter que se ver comigo!
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